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Capital

Preso por matar Mayara quer trocar de presídio com medo de ameaças

Advogado diz que Luís Barbosa, 29 anos, "se sente inseguro" com ameaças em atual cárcere e quer voltar para Depac Piratininga, onde se enturmou com "turma dos evangélicos"

Por Rafael Ribeiro | 04/08/2017 10:50
Barbosa, no dia de sua prisão: ameaças e medo dos outros detentos no Presídio de Trânsito (Foto: Marcos Ermínio)
Barbosa, no dia de sua prisão: ameaças e medo dos outros detentos no Presídio de Trânsito (Foto: Marcos Ermínio)

Suspeito de ser o mentor do assassinato da musicista Mayara Amaral, 27 anos, o também músico Luis Alberto Bastos Barbosa, 29, quer deixar o Presídio de Trânsito de Campo Grande, onde está detido atualmente, para retornar à carceragem da Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) da Vila Piratininga, local em que ficou em cárcere logo que foi preso pelo crime, ocorrido no dia 24 de julho.

A alegação do advogado de Barbosa, Conrado Passos, é de que seu cliente estaria sendo ameaçado por outros detentos e que a sugestão da mudança partiu em conjunto com a diretoria do local.

“Ele está muito inseguro (no PTRAN). Por isso acertei verbalmente com a direção ontem (quinta-feira) a transferência. Por enquanto não tem nada certo. É um desejo do próprio Luís também”, disse Passos.


O Campo Grande News apurou que diante da possibilidade de Barbosa ser ferido no cárcere, existe a possibilidade dele acabar na cela de alguma delegacia especializada, como a do Garras (Delegacia Especializada na Repressão a Roubos a Banco, Assaltos e Sequestros).


Passos, no entanto, fala abertamente que a primeira opção para o suspeito é o Centro de Triagem, onde estava “mais familiarizado.”

Agentes do Presídio de Trânsito revelaram que Barbosa e os dois outros presos pelo crime estáo em área isolada do presídio por se tratar de crime de grande comoção, por isso não correm risco de sofrerem algum tipo de violência. O procedimento é considerado de praxe.

“Lá (Depac) ele estava mais entrosado, inclusive participando de um grupo de oração evangélica no local, em um ambiente mais amistoso”, completou o defensor.

Ronaldo da Silva Olmedo, 30, conhecido como ‘Cachorrão’, e Anderson Sanches Pereira, 31, os outros presos pelo crime, não possuíam advogados instituídos para defendê-los até a conclusão desta reportagem.

Inquérito – Oficialmente, a delegada Gabriela Stainle, da Defurv (Delegacia Especializada em Furto e Roubo de Veículos), responsável pelo caso, tem até esta sexta-feira (4) para concluir o inquérito sobre o ocorrido. O prazo é de 10 dias por se tratar de envolvidos já presos.

Mas a defesa quer prolongar esse prazo. Passos vai apresentar, até o fim da tarde, um pedido para que Barbosa preste novo depoimento sobre o ocorrido, na próxima semana.


Na última vez que foi ouvido pela Polícia Civil sobre o caso, na última terça-feira (1), o músico preferiu ficar em silêncio junto dos comparsas.


“Ele está se sentindo mais confiante para revelar novos fatos e explicar melhor tudo o que aconteceu. E certamente os rumos da investigação mudará”, disse Passos.


A polícia ainda não se manifestou sobre aceitar ou não o pedido, o que faria com que o inquérito fosse encaminhado ao Ministério Público Estadual somente na próxima semana.


Além dos depoimentos, os investigadores querem agora analisar os laudos da perícia antes de encaminhar os autos para o MPE, responsável pela acusação.


A reportagem apurou que amigos de Mayara revelaram à polícia que o crime pode ter sido motivado pelo fato de Barbosa estar devendo dinheiro a conhecido como ‘Cachorrão’, por comprar drogas.


Na avaliação até aqui da políciai, que manteve as investigações como o de um latrocínio (morte em assalto), ‘Luizinho’ armou com o comparsa uma forma de roubar algum bem valioso de Mayara para quitar o valor, por isso tramaram o crime e a atraíram ao motel.


A própria família da vítima alertara anteriormente que o provável alvo dos suspeitos poderia ser um veículo Duster que Mayara eventualmente usava, não o seu Gol branco modelo de 1992 que seria revendido por apenas R$ 1 mil. Um dos focos da investigação é identificar o receptor do veículo.

OBS: matéria editada às 11h14 para correção de informações

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