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Capital

Delegado diz que não houve negligência do Samu em morte de cuidadora de idosos

Por Luana Rodrigues | 06/07/2015 09:59

O delegado que investiga a morte da cuidadora de idosos Jaqueline dos Santos Flores,35 anos, que ocorreu na tarde do dia 16 de junho, em um posto de saúde do bairro Coophavila de Campo Grande, disse que não encontrou irregularidades no atendimento do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência), oferecido à vítima por telefone. Bruno Urban, da 6ª Delegacia de Polícia Civil, analisou as gravações do atendimento e também interrogou o médico responsável.

"O Samu é um programa que tem como finalidade prestar o socorro à população em casos de emergência, na gravação o médico pede explicações sobre o estado de saúde da Jaqueline e a mãe diz que ela está com dores de cabeça e outras dores pelo corpo, mas não parece nada urgente, ou seja, não implicaria em um atendimento do Samu", explicou o delegado.

Pela regulamentação do Governo Federal, o Samu realiza o atendimento de urgência e emergência em qualquer lugar, residências, locais de trabalho e vias públicas. O socorro é feito após chamada feita para o telefone 192. A ligação é atendida por técnicos na Central de Regulação que identificam a emergência e transferem o telefonema para o médico regulador. Esse profissional faz o diagnóstico da situação e inicia o atendimento no mesmo instante, orientando o paciente, ou a pessoa que fez a chamada, sobre as primeiras ações. "Já ouvimos esse médico, que explicou como foi tratado o atendimento, a explicação foi condizente com as gravações, não há como dizer que houve negligência por parte do serviço", disse o delegado.

A mãe e a sogra de Jaqueline já foram ouvidas. O delegado informou que também ouvirá a equipe do posto de saúde, que fez o primeiro atendimento à Jaqueline e a liberaram, antes mesmo do pedido de socorro ao Samu.

O caso - A família de Jaqueline dos Santos Flores, registrou um boletim de ocorrência na polícia, após a mulher procurar atendimento no posto de saúde, ser liberada e ter o socorro de emergência negado.

Conforme o registro de ocorrência, Jaqueline passou mal pela primeira vez por volta das 12h, quando familiares acionaram o Corpo de Bombeiro, que a levou para o Centro Regional de Saúde do Bairro Coophavila 2. Ela foi atendida e ficou em observação a tarde toda, sendo liberada por volta das 16h.

Quando estava saindo do posto de saúde, a vítima desmaiou, mesmo assim, segundo o boletim de ocorrência, o médico mandou ela ir para casa que não era nada grave. Por volta de uma hora depois, Jaqueline teria passado mal novamente, e desmaiou, os familiares ligaram para o Samu(Serviço Móvel de Urgência) que, de acordo com a família, informou que não iria atender porque não era nada grave.

O filho da vítima de 13 anos, foi até a casa do vizinho pedir ajuda para socorrer a mãe. O vizinho levou Jaqueline ao posto de saúde do Coophavila II, onde ela já chegou com uma parada cardíaca.

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