Delegado envolvido em venda de drogas é levado para audiência de custódia
Hoffman D’Ávila e mais 6 investigadores são ouvidos no Fórum de Campo Grande neste sábado
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O delegado Hoffman D'Ávila Cândido e Sousa chegou ao Fórum de Campo Grande neste sábado para audiência de custódia após se entregar à Corregedoria da Polícia Civil. Ele é apontado como líder de um esquema de desvio de drogas apreendidas, alvo da Operação Infiltrados do Gaeco, que cumpriu 64 ordens judiciais. Outros seis investigadores também serão ouvidos. Todos foram afastados compulsoriamente e respondem a processos administrativos que podem resultar em demissão.
Por volta das 7h19 deste sábado (26), o delegado Hoffman D’Ávila Cândido e Sousa chegou ao Fórum de Campo Grande para passar por audiência de custódia. O servidor foi levado ao local em uma viatura da Corregedoria-Geral da Polícia Civil após se entregar na unidade no final da tarde de quinta-feira (24).
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A sessão está marcada para 8h34 de hoje. Quem atua na defesa do delegado é o advogado Amilton Ferreira que afirmou ao Campo Grande News que espera ter acesso aos autos para entrar com o pedido de liberdade. O processo corre em segredo de Justiça.
Além de Hoffman, também serão ouvidos neste sábado os investigadores Douglas Tobias, Luiz Carlos de Souza, Nelson Ricardo Barros de Oliveira, Neverson Vieira de Araújo, Nilton César Sales dos Santos e Marcos André Santos Chaves. Todos são alvos de mandado de prisão na Operação Infiltrados deflagrada pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado).
Todos os envolvidos, incluindo o investigador Roberto Palmeira tiveram o afastamento compulsório publicado no Diário Oficial do Estado na manhã de sexta-feira (25). OS servidores tiveram as carteiras funcionais, armas de fogo e bens do patrimônio público recolhidos.
Além disso, a publicação determina a suspensão imediata de senhas e logins de acesso aos sistemas de dados da instituição policial (como o Sigo e Infoseg) e o cancelamento de férias programadas enquanto perdurar a prisão.
A Operação - A ação cumpriu 64 ordens judiciais, sendo 24 de prisão preventiva, duas de prisão temporária e 38 de busca e apreensão em Campo Grande, Dourados e Terenos. As investigações começaram no final de 2025 após suspeitas de que parte expressiva das cargas de entorpecentes interceptadas em operações acabava "desaparecendo" dos depósitos ou sendo substituída antes da incineração oficial.
Durante as buscas, as equipes estiveram na casa do delegado Hoffman, apontado como líder do esquema, no entanto, ele não foi encontrado. No final da tarde de quinta-feira, o servidor se apresentou na Corregedoria da Polícia Civil.
A Sejusp (Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública) informou que todos os servidores afastados responderão a processos administrativos disciplinares na Corregedoria, que podem culminar na demissão do serviço público, independentemente do andamento das ações penais na Justiça.
Em nota, a pasta também afirmou que os servidores já eram monitorados e investigados internamente, inclusive o ex-policial Paulo Augusto Torres Galvão Florindo, demitido em agosto após prisão por envolvimento em esquema de desvio de muambas. Conhecido como "Paraíba", ele acabou absolvido pela Justiça Federal, mas foi alvo da operação do Gaeco.
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