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Capital

PRF flagra 3,4 toneladas de maconha em carreta e motorista é preso

Condutor admitiu que pegou a droga na fronteira e que levaria até o interior de São Paulo

Por Ana Paula Chuva | 06/09/2026 12:11
PRF flagra 3,4 toneladas de maconha em carreta e motorista é preso
Tabletes de maconha encontrados na carreta foram apreendidos (Foto: Divulgação)

O motorista Adeildo Palma foi preso em flagrante com mais de 3,4 toneladas de maconha escondidas em uma carreta na BR-060, em Campo Grande, e teve a prisão convertida em preventiva durante audiência de custódia realizada neste domingo (6). A decisão foi proferida pelo juiz federal substituto Rodrigo Vaslin Diniz.

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Motorista foi preso em flagrante com 3,4 toneladas de maconha em carreta na BR-060, em Campo Grande, e teve prisão convertida em preventiva. Adeildo Palma foi interceptado pela PRF ao trafegar em baixa velocidade e ziguezagueando. A droga estava oculta sob resíduos de pneus. Ele alegou ter pegado o veículo carregado em Ponta Porã e levaria a carga a São Paulo. A Justiça Federal manteve o caso por indícios de tráfico internacional.

Adeildo foi interceptado por uma equipe da PRF (Polícia Rodoviária Federal) na noite de sexta-feira (4), no km 378 da rodovia. Os policiais suspeitaram do veículo, uma carreta Mercedes-Benz acoplada a um semirreboque, ao notarem que transitava em velocidade muito abaixo do normal, pelo acostamento e ziguezagueando na pista.

Durante a abordagem, Adeildo apresentou nervosismo, mãos trêmulas e versões desconexas sobre a viagem. Em vistoria detalhada no caminhão, os agentes encontraram diversos fardos de droga ocultados sob uma carga aparente de resíduos de pneus. Ao todo, a apreensão somou 3.447,6 quilos de maconha.

À polícia, o motorista declarou que pegou o veículo já carregado na fronteira, em Ponta Porã, e que levaria a carga até o interior de São Paulo. Ele alegou ter sido contratado por um homem identificado como "Elio" ou "Elias". Constam nos autos, ainda, divergências indicando que a carreta possa ter sido buscada diretamente no Paraguai.

Ao analisar o caso, o magistrado manteve o processo na Justiça Federal diante dos indícios de tráfico internacional. O juiz ressaltou que o expressivo volume de entorpecente e a logística empregada demonstram estrutura organizada, o que afasta a hipótese de um crime ocasional ou de atuação como simples "mula".

Além de manter Adeildo preso para a garantia da ordem pública, a Justiça autorizou a incineração imediata da maconha apreendida e liberou o acesso aos dados do telefone celular do motorista para dar prosseguimento às investigações.

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