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Campo Grande, Domingo, 17 de Dezembro de 2017

31/05/2011 10:49

Denúncia de falta de médicos no CTI abre nova polêmica sobre Santa Casa

Aline dos Santos e Ítalo Milhomem

Com clima tenso e trocas de acusações, reunião acontece nesta manhã

Reunião acontece no Ministério Público do Trabalho. (Foto: João Garrigó)Reunião acontece no Ministério Público do Trabalho. (Foto: João Garrigó)

Com clima tenso e trocas de acusações, a reunião sobre a Santa Casa, que acontece nesta manhã em Campo Grande, além de estar longe de um acordo levantou mais uma polêmica: a falta de médicos intensivistas.

A reunião de hoje, realizada no MPT (Ministério Público do Trabalho), é desdobramento de um primeiro encontro entre diretoria do hospital e representantes das secretarias municipal e estadual de Saúde, realizado na última quinta-feira.

O objetivo era sacramentar um TAC (Termo de Ajustamento de Conduta), com compromissos para melhorar o atendimento no hospital.

Chefe do CTI (Centro de Terapia Intensiva), Wilson Ferreira Júnior reclama que a falta de intensivistas impede o fechamento dos plantões. Ele denuncia que o déficit no quadro de profissionais leva os trabalhadores a uma escala de 72 horas semanal, no limite da capacidade humana.

Conforme Wilson, os profissionais priorizam hospitais em que tenham direitos trabalhistas assegurados, como pagamento de férias e FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço). Recentemente, cinco profissionais trocaram a Santa Casa pelo HR (Hospital Regional) Rosa Pedrossiam. Na Santa casa, a maioria é contratada ou prestador de serviço. Já no HR os profissionais são concursados.

Na última semana, a Santa Casa abriu processo para contratar 10 intensivistas, mas somente cinco se interessaram. Conforme o chefe do CTI, os novos contratados não têm formação específica, mas autorização para trabalhar no setor.

Presidente da Junta Interventora da Santa Casa, Jorge Martins confirma que a maioria dos médicos é contratada ou prestadora de serviço. Segundo ele, na próxima segunda-feira será aberto um novo processo seletivo para médicos.

Martins afirma que o hospital já contratou 32 técnicos em enfermagem, oito enfermeiros e oito fisioterapeutas para atuar nos CTIs 3 e 6. Em meio ao crônico problema de falta de leito, o CTI 3 encontra-se desativado devido a uma reforma.

Secretário municipal de Saúde, Leandro Mazina salienta que os médicos intensivistas receberam incentivo financeiro. “Neste ano teve reajuste nos salários O valor pago passou de R$ 80 para R$ 100 a hora”.

O diretor clínico da Santa Casa, Luiz Alberto Kanamura propôs que Estado e prefeitura se comprometessem a fechar 30% das escala de médicos, enquanto o hospital se responsabiliza por 70%. A proposta foi rejeitada.

Conforme Mazina, a prefeitura não pode colocar intensivistas do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) para trabalhar no hospital.

Não posso - Logo no início da reunião, o plano de assinar o TAC foi frustrado. Secretário adjunto da SES (Secretaria Estadual de Saúde), Eugênio Barros, afirmou que não tem autoridade para assinar o documento.

Segundo ele, somente o governador André Puccinelli ou a secretária Beatriz Dobashi, que retorna amanhã de férias na Europa, pode assinar o termo.

Barros também afirma que não se comprometeu a entregar os monitores para os respiradores mecânicos. Na semana passada, o Siems denunciou que o ambú, respirador manual, que deveria ser utilizado de forma emergencial era usado por horas.

O MPT foi ao hospital e encontrou respiradores sem uso. Para resolver o problema, a SES remanejou dez respiradores que estavam em Nova Andradina, mas apena metade dos equipamento tem monitores, cedidos pelo HR.



não vão conseguir mesmo médico, de qq área. 400reais o plantão de 12h, sem carteira assinada, sem férias, sem 13°, sem direito a ficar doento, pq aí vc tem de arranjar alguém ou ir doente ou responder como criminoso pq ficou doente... direitos para todos, deveres para alguns. Que país é esse MPT???
 
Flavia Pereira em 01/06/2011 09:38:01
Ah.... não tenho "toridade"...
Ah! isso... áh! aquilo...
Enquanto isso, fritamos o ovo no asfalto, pq na frigideira tem um certo alguém..........
 
Orlando Lero em 31/05/2011 11:51:21
O jeito é rezar pra nunca ficar doente e olhar bem as ruas antes de atravessar.O maior hospital do estado com tão poucos especialistas, quer dizer que se for necessário um melhor conhecimento médico, o indivíduo morre antes de saber o problema.Gente pra onde vai tanto dinheiro?Tem que pagar bem o profissional de saúde e não sobrecarregar .Isso tudo porque temos governador,prefeito e vereador médicos,imaginem se não fossem.
 
Marcia França em 31/05/2011 03:43:04
vcs falam de Santa Casa e esquecem o Regional, vejam só, tem até matéria falando bem. O HR entregue na mão de um crápula e aqui só se fala da Santa Casa...
 
jose alves em 31/05/2011 02:42:42
Ahhh a Secretaria da Saúde está de férias na Europa?? Aham! A crise acontecendo e a mocinha na Europa... Bem-vindos ao Sistema de Saúde do MS =D
 
Mariellen dos Anjos em 31/05/2011 01:19:41
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