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Capital

Depen leva policial para RN e conclui transferência de chefes de milícia

Márcio Cavalcanti, 63 anos, conhecido como "Corno", é apontado como integrante da gerência de grupo de extermínio

Por Marta Ferreira | 13/11/2019 08:40
O policial civil aposentado Màrcio Cavalcanti na chegada ao Centro de Triagem, em Campo Grande, de onde foi para o presídio federal. Agora, foi para Mossoró. (Foto: Paulo Francis)
O policial civil aposentado Màrcio Cavalcanti na chegada ao Centro de Triagem, em Campo Grande, de onde foi para o presídio federal. Agora, foi para Mossoró. (Foto: Paulo Francis)

Foi transferido na madrugada desta quarta-feira (13) de Campo Grande para a penitenciária federal de segurança máxima de Mossoró, no Rio Grande do Norte, o policial civil Márcio Cavalcanti da Silva, 63 anos. É a transferência que faltava do núcleo de lideranças da organização criminosa alvo da Operação Omertà, deflagrada em 27 de setembro, que levou para a prisão os empresários Jamil Name, 80 anos, e Jamil Name Filho, 42 anos, além de mais 18 pessoas.

Name pai e Name filho já estão em Mossoró, assim como o policial civil aposentado Vladenilson Olmedo, 60 anos, outro que é considerado do núcleo de gerência da quadrilha dedicada a execuções em Campo Grande. No dia 12 de outubro, eles haviam sido levados para a unidade penal federal na Capital, depois da descoberta de plano de atentado contra o delegado da Garras (Delegacia de Especializada de Roubo a Banco, Assaltos e Sequestros), Fábio Peró, um dos  responsáveis pelas investigações da Omertà. Antes, todos estavam no CT (Centro de Triagem Aniziio Lima), no Complexo Penal da Saída para Três Lagoas.

Na denúncia sobre obstrução de justiça feita contra parte da quadrilha, que inclui “Márcio Corno”, ele é apontado como integrante do núcleo de gerência do grupo e um dos mais “próximos” da chefia do grupo criminoso, comandado, segundo o Gaeco (Grupos de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), pelos empresários Jamil Name e Jamil Name Filho.

A defesa de Cavalcanti, a cargo do delegado de Polícia Civil aposentado Antônio Silvano da Mota, diz que ainda não foi informado da transferência e que ela é um “absurdo”. De acordo com ele, não há provas de envolvimento de Márcio Cavalcanti em crimes, mas apenas “relação de amizade” com a família Name, o que segundo ele não significa envolvimento com nada irregular.

Não há detalhes da operação de transferência, realizada pelo Depen (Departamento do Sistema Penitenciário Federal). Os translados têm sito feitos em voos comerciais. 

Mossoró também é o destino previsto para ex-guarda civil Marcelo Rios, preso em maio deste ano com armamento pesado que é atribuído à organização criminosa. Ele está no presídio federal de Campo Grande e só não foi transferido porque tem audiência marcada para dezembro. A prisão de Rios é considerada um dos estopins da Operação Omertà.

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