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Capital

Depoimento de professora suspeita de abusos é adiado

Nova data para interrogatório na Depca ainda será marcada

Por Anahi Zurutuza e Ana Beatriz Rodrigues | 16/05/2022 15:31
Delegada Fernanda Mendes, responsável pelo inquérito. (Foto: Henrique Kawaminami)
Delegada Fernanda Mendes, responsável pelo inquérito. (Foto: Henrique Kawaminami)

A Depca (Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente) adiou o interrogatório da professora, de 30 anos, que é investigada por cometer abusos físicos e sexuais contra alunos de 3 a 5 anos, na Mon Petit, escola de Educação Infantil localizada no Bairro Santa Fé, em Campo Grande. Ela prestaria depoimento nesta segunda-feira, mas ficou sem advogado e nova data para a oitiva deve ser marcada.

Na tarde de hoje, o advogado Igor Morais Paulinho de Souza, contratado pela família da educadora, esteve na delegacia para “se inteirar dos fatos”. Ele explicou que ainda precisa de procuração da investigada para ter acesso ao inquérito.

A delegada Fernanda Mendes, responsável pela investigação, também deve ouvir funcionários e os donos da escola nesta semana.

A polícia já esteve na casa da professora na tarde do dia 11, onde apreendeu dois celulares, pendrive, computador e CDs. Os equipamentos serão periciados. “Serão analisados para saber se há armazenado algum conteúdo de abuso sexual infantil”, explicou a delegada naquele dia.

Fernanda Mendes disse ainda que são cinco denúncias em investigação, duas de maus-tratos e três de estupro de vulnerável, de 3 meninas e 2 meninos. As crianças foram ouvidas pelo setor psicossocial e não conseguiram verbalizar os casos de abuso sexual.

A reportagem apurou que as situações com as crianças aconteceram entre 2020 e este ano, mas os pais só procuraram a polícia na semana passada. O primeiro registro foi feito por mãe de aluna de 3 anos na segunda-feira, dia 9 .

Por meio de nota, a Escola Mon Petit informou que afastou a professora das funções. “Em que pese o momento de profunda consternação, em prol da integridade física e mental de seus alunos, bem como objetivando resguardar todos os envolvidos, sem juízo de valores, a escola informa que afastou essa colaboradora em questão de suas atividades curriculares e extracurriculares.”

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