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Capital

Numa semana com vários casos em escolas, mãe denuncia servidora por assédio

Mulher procurou polícia após pegar troca de mensagens entre uma funcionária e o filho, de 12 anos

Por Anahi Zurutuza e Ana Beatriz Rodrigues | 13/05/2022 18:57
Depca investiga denúncias envolvendo alunos de três escolas da Capital. (Foto: Paulo Francis/Arquivo)
Depca investiga denúncias envolvendo alunos de três escolas da Capital. (Foto: Paulo Francis/Arquivo)

Em semana movimentada na Depca (Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente), mais uma mãe apareceu por lá, na tarde desta sexta-feira (13), para denunciar assédio contra o filho por parte de uma assistente que trabalha na escola onde ele estuda. A mulher conta que pegou troca de mensagens entre o filho e a funcionária da Escola Municipal José Dorileo de Pina, em Campo Grande.

Boletim de ocorrência pelo crime de “submeter criança ou adolescente sob sua autoridade, guarda ou vigilância, a vexame ou constrangimento” foi registrado nesta tarde e a mãe da criança foi ouvida.

A servidora teria dito ao garoto frases como: “você tem uma boca gostosa” e “se você tivesse 18 anos, eu pegava você”.

A mãe do aluno também procurou a escola. A Semed (Secretaria Municipal de Educação) esclarece que tomou “todas as providências cabíveis” assim que soube do caso. “A trabalhadora em questão não é professora da Reme (Rede Municipal de Ensino), mas atuava na área de apoio na referida unidade escolar. Cumpre esclarecer que assim que a mãe comunicou o fato à unidade, a profissional foi afastada de suas funções na escola”, diz nota enviada à reportagem.

A secretaria informou ainda que “fez todo o registro interno da situação e a mãe foi orientada a fazer também o registro nos órgãos competentes, para que seja realizada a devida investigação policial”. “A Semed repudia e não compactua com qualquer ato de violência ou assédio, e preza pela devida apuração dos fatos, cuja responsabilidade é das autoridades policiais”, completa o texto.

Outros casos – Desde o início da semana, casos de crianças e adolescentes vítimas de assédio, abusos e maus-tratos em escolas não param de aparecer. O primeiro registro desta semana, ao qual o Campo Grande News teve acesso, foi na segunda-feira, dia 9, quando mãe de aluno da Mon Petit, escola de Educação Infantil localizada no Bairro Santa Fé, na Capital, denunciou professora por supostamente ter estuprado a filha dela, de 3 anos.

Depois disso, outros quatro boletins de ocorrência foram feitos na Depca contra a mesma profissional. Pais de alunos com idades entre 3 e 5 anos suspeitam de maus-tratos e violência sexual.

A Depca investiga mais uma denúncia de abusos sexuais em instituições de ensino infantil particular de Campo Grande. Um homem é acusado de estuprar duas crianças de 5 e 6 anos em uma creche privada no Jardim Panamá. O caso foi registrado no último dia 6 de maio e a polícia apura se há mais vítimas.

A mãe da criança de 5 anos foi quem fez o primeiro registro. Conforme apurado pelo Campo Grande News, a filha relatou que viu o homem - amigo da dona da creche, identificado apenas como "Belo" - mexendo na parte íntima de um colega, menino. A mãe desconfiou e ao verificar a parte íntima da filha, encontrou vermelhidão. Na delegacia, a criança passou por exame sexológico, que confirmou o abuso.

No interior - Na quarta-feira (11), a mãe de uma aluna procurou a Delegacia de Polícia Civil de Nova Andradina para denunciar o diretor da Escola Municipal Efantina de Quadros, Marcos Eduardo Carneiro, por assédio contra a filha dela, de 15 anos.

Entre as mensagens que foram apresentadas pela denunciante na Delegacia de Atendimento à Mulher, o diretor marca encontro com a jovem no Simted (Sindicato dos Trabalhadores em Educação), afirmando que está calor e que vai para lá na intenção de vê-la e se refrescar na piscina.

Também chega a dizer em determinado dia que a menina está "uma delícia" e é advertido pela aluna. "O senhor sabe que vc comentou no meu story pra todo mundo vê, né? (sic)". Em outra, ele afirma querer "morder" a boca da adolescente. "Eu fico olhando a sua foto. Vc tem uma boca maravilhosa. Sem maldade, mas da uma vontade de dar uma mordidinha. Rssss (sic)".

A troca de mensagens começou em janeiro deste ano. A mãe da jovem, que terá o nome preservado pelo fato envolver adolescente, disse que descobriu as conversas, depois que a alertaram sobre divulgação nas redes sociais.

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