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Campo Grande, Domingo, 10 de Dezembro de 2017

16/06/2015 11:16

Depois de 1 ano, homem que matou por ser chamado de "corno" vai a júri

Filipe Prado
Francisco foi julgado pelo crime de homicídio (Foto: Arquivo)Francisco foi julgado pelo crime de homicídio (Foto: Arquivo)

O açougueiro Francisco Ubirajara Marques, 52 anos, acusado de matar a sobrinha da ex-mulher é julgado no Tribunal do Júri nesta terça-feira (16). Ele assassinou a decoradora Mauryani Melgarejo, 29, no dia 18 de janeiro do ano passado. A vítima estava em casa, no Jardim Leblon, quando foi morta com dois disparos de arma de fogo.

Durante o julgamento, a mãe da vítima, Rosália Cristina Francisco, 51, contou que estava em casa quando Francisco ligou e perguntou sobre o paradeiro da ex-esposa. A mulher fugiu de casa no mês de agosto de 2013, pois estava cansada da violência sofrida pelo marido.

A mãe afirmou que o acusado estava alterado e começou a xingá-la, dizendo que o marido dela seria “corno”, então ela retrucou com o mesmo insulto e desligou o telefone. Neste momento Rosália começou a ficar com medo, imaginando que ele fosse até a sua casa, então trancou os portões e ligou para a filha, que estava no restaurante da família, mas não conseguiu falar com ela.

Francisco realizou o depoimento de cabeça baixa e sempre com os olhos fechados. Ele alegou que foi até a casa para se desculpar com Rosália, mas quando chegou se deparou com Mauryani. Como a mulher não estava, ele pediu para que a vítima não mandasse mais cartas para a ex-mulher, que ainda não havia voltado para casa. Mauryani assegurou que não mandava nada e, conforme o acusado, o chamou de “corno manso”, então ele virou e realizou cinco disparos. Francisco havia tomado duas cervejas e um dose de pinga antes do crime.

A ex-mulher de Francisco apontou que as cartas que ele mencionou foram mandadas quando Mauryani ainda era uma criança, mas o acusado assegurou que as cartas eram recentes, e não chegavam pelo correio, porém não quis revelar o teor dos textos.

Violência – Rosália não soube dizer, em seu depoimento, se a ex-esposa de Francisco sobre violências físicas, mas assumiu que as filhas do casal, principalmente a mais velha, apanhavam constantemente. A última vez foi por conta de um namorado, onde o acusado desferiu vários chutes contra o rosto da menina.

A mãe das meninas contou que na ocasião, Francisco não concordou com o namoro, porque o menino não teria “boa índole”, então bateu na filha. O namorado da menina ameaçou o acusado, com isso ele começou a andar armado, mesmo sem ter permissão.

Fuga – No dia da fuga, a mulher disse que o marido passava muito mal e começou a alegar que ela não estava fazendo nada para que ele melhorasse, então, por volta das 22h, ela e a filha mais nova saíram de casa para comprar remédios, mas como não encontraram o medicamento, a ex-esposa preferiu não voltar para casa, com medo de que algo acontecesse. “Estava cheia”.

Elas dormiram na rua por um tempo e depois foram para um lugar, que não quis revelar, onde ficaram até depois do crime. “Eu não quis falar para ninguém onde eu estava e fiquei com medo de voltar depois, porque pensava que a culpa da morte era minha”, revelou.

A sentença deve ser expedida no começo da tarde de hoje (16).



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