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Capital

Dinheiro de bancos do bairro Moreninhas vira alvo de bandidos

Por Fernando da Mata e Paula Maciulevicius | 21/03/2012 11:07

Caixa eletrônico destruído (Foto: Simão Nogueira)
Caixa eletrônico destruído (Foto: Simão Nogueira)
Perito analisando local (Foto: Simão Nogueira)
Perito analisando local (Foto: Simão Nogueira)

A explosão de um caixa eletrônico do Bradesco em um centro comercial no bairro Moreninhas, região sul de Campo Grande, por volta das 5h desta quarta-feira (21), foi a segunda tentativa de roubo de dinheiro de banco na região em dois dias. Isso evidencia que um dos bairros mais populosos da Capital despertou a cobiça dos criminosos.

Na madrugada de segunda-feira (19), bandidos entraram pelo teto da agência do Banco do Brasil do bairro e tentaram arrombar o cofre com um maçarico.

Segundo o delegado Márcio Shiro Obara, da Delegacia Especializada de Repressão a Roubo a Banco, Assaltos e Sequestros (Garras), como são ações com características diferentes, não há como afirmar, por enquanto, que são os mesmos criminosos que tentaram levar dinheiro do cofre do Banco do Brasil e do caixa do Bradesco.

Na ação da madrugada desta quarta-feira (21), os ladrões colocaram explosivos na boca do caixa. Apesar da máquina ter ficado destruída, nenhuma quantia foi levada, de acordo com Obara, já que o local onde fica guardado o dinheiro não foi afetado.

O caixa eletrônico fica na parte interna do centro comercial localizado na rua Palmácia. De acordo com o Garras, os bandidos entraram pela porta, que estava destrancada, amarraram um papel com fita no alarme, para não disparar, e detonaram o caixa. Com a explosão, uma janela de vidro estourou e a porta ficou trincada.

Vizinha do centro comercial, a aposentada Loenir Gomes de Arruda, 56 anos, relatou ao Campo Grande News que, depois da explosão, somente a parte do Bradesco ficou no escuro.

“Na hora que eu sai, vi um motociclista passando. Depois que entrei em casa, ouvi um barulho de carro, mas não sei se estava por aqui”, relatou Loenir.

A perícia não conseguiu encontrar impressões digitais no local. O papel colocado no alarme foi levado para análise.

Obara destacou três fatores que podem ter contribuído para frustar o crime: quantidade pequena de explosivo para resistência do caixa, o tipo de material usado e o deslocamento do ar.

A ação foi filmada pelas câmeras do circuito interno do centro comercial e a Polícia está analisando as imagens.

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