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Capital

Diretoria também é responsável por falta de médicos em plantão, diz CRM

Neste domingo dois médicos que deveriam estar de plantão no setor de ortopedia do HU não foram encontrados

Por Yarima Mecchi | 16/01/2017 10:04
Marquinhos Trad (de azul), percorreu o hospital junto com equipe para encontrar plantonistas. (Foto: Richelieu de Carlo)
Marquinhos Trad (de azul), percorreu o hospital junto com equipe para encontrar plantonistas. (Foto: Richelieu de Carlo)

A falta de médicos que estão na escala, mas não vão cumprir as horas de plantão, também é responsabilidade da diretoria técnica da unidade de saúde, segundo o CRM-MS (Conselho Regional de Medicina do Estado). De acordo com a presidente da organização, Rosana Melo, em casos onde o médico está escalado para o plantão e não vai trabalhar, a direção tem de repor a escala ou até mesmo ir cumpri-la.

"Todo hospital tem que ter um diretor técnico graduado em medicina. A responsabilidade também é da direção técnica. Tem que arrumar alguém ou até ele (o diretor) ir fazer plantão", destaca a presidente do CRM.

Neste domingo (15), dois médicos que deveriam estar de plantão no setor de ortopedia do HU (Hospital Universitário) de Campo Grande não foram trabalhar. O fato foi constatado durante visita do prefeito de Campo Grande, Marquinhos Trad (PSD), junto com membros da Sesau (Secretaria Municipal de Saúde Pública).


A presidente explica que no caso da ortopedia o plantão é presencial, ou seja, os dois médicos deveriam estar na unidade. "Quando não está, tem que justificar e comunicar que não vai. No CRM será investigado se foi um ilícito ético e temos que investigar o porque disso. Tem que justificar", disse.


Os médicos que faltam plantão e a diretoria técnica vão responder a um processo ético pelo CRM. A presidente explica que podem responder na Justiça comum, tanto na área cível como na criminal, assim como a diretoria técnica da unidade.


"O CRM abre uma sindicância para ver o que aconteceu, segue os tramites. Se for constatado que foi um ilícito, abre um processo ético. Eles também podem responder na área cível e, se algum paciente morrer por falta de atendimento porque o médico não estava no plantão, também podem ser responsabilizados criminalmente, o que não foi o caso", destacou.


Sesau - O secretário de saúde, Marcelo Vilela, que estava junto com o prefeito durante a visita no HU disse que cabe a unidade e aos órgãos competentes investigar o que aconteceu e a Sesau (Secretaria Municipal de Saúde Pública) fiscaliza apenas o contrato.

"Isso são demandas, procedimentos administrativos deles. A Sesau compete apenas fiscalizar o pactuado pelo contrato realizado de prestação de serviços em saúde para o município".

HU - A empresa que administra o hospital, Eberh (Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares), disse por meio de nota que já teve
 ciência dos fatos. "Já foram tomadas medidas administrativas para apurar e aplicar sansões cabíveis, caso necessários".

*Atualizada às 12h10 para acréscimo de informação.

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