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Capital

Prefeito vai a hospital e reclama ao não encontrar médicos plantonistas

Marquinhos Trad foi à Santa Casa e ao HU; Plantonistas da ortopedia não estavam em postos de trabalho

Por Yarima Mecchi e Richelieu de Carlo | 15/01/2017 14:15
Pronto Atendimento Médico do HU. (Foto:Richelieu de Carlo)
Pronto Atendimento Médico do HU. (Foto:Richelieu de Carlo)

O prefeito Marquinhos Trad (PSD) aproveitou o domingo (15) para visitar os maiores hospitais de Campo Grande, mas não encontrou os médicos plantonistas da ortopedia, que deveriam estar no HU (Hospital Universitário). Acompanhado do secretário de saúde, Marcelo Vilela, e do coordenador de urgência da Sesau (Secretária Municipal de Saúde Pública), Yama Higa, o chefe do Executivo também passou pela Santa Casa.

Durante a sua visita ao HU, Marquinhos constatou que há leitos disponíveis e que a unidade não tem 'porta aberta' para o SUS (Sistema Único de Saúde), ou seja, recebe apenas pacientes regulados, mas o problema é que neste domingo os dois médicos responsáveis por autorizar e encaminhar os pacientes de outros hospitais para as vagas disponíveis e deveriam estar trabalhando, não estavam no local. Sem os profissionais não é possível fazer a regulação.

"As irregularidades são responsabilidade da direção do hospital. Vão tomar as providências e os órgãos de controle vão decidir. A gente vê com tristeza, mas vamos corrigir as distorções", ressaltou o prefeito.

Além da falta de médicos, o setor de ortopedia da unidade estava trancado e as salas de cirurgias sem uso. A diretora técnica do hospital, Ana Lúcia, disse que vai tomar as providências cabíveis.

"Todas as providências cabíveis administrativas e junto ao órgão, que é o CRM (Conselho Regional de Medicina), serão tomadas. Eles são responsáveis e não podem se ausentar do setor, nem durante o almoço. Se um sair o outro tem que ficar", destacou.

Marquinhos Trad (de azul), percorreu o hospital junto com equipe para encontrar plantonistas. (Foto: Richelieu de Carlo)
Marquinhos Trad (de azul), percorreu o hospital junto com equipe para encontrar plantonistas. (Foto: Richelieu de Carlo)

Santa Casa - O prefeito passou pelos corredores das unidades e analisou os defeitos e as prioridades. Na Santa Casa, a principal reclamação dos gestores é a superlotação e o atendimento de pacientes nos corredores.

A médica ortopedista Ana Tereza, coordenadora do centro cirúrgico da Santa Casa, destacou que o hospital fica nessa situação porque recebe todos os pacientes que chegam, ao contrário do HU, por exemplo. Ela disse ainda que os pacientes do interior contribuem para a lotação da unidade.

"A reclamação é que fica assim porque recebem todo mundo. Tudo vem para cá, não temos portas fechadas", destacou.

De acordo com a médica foram realizadas 20 mil cirurgias ortopédicas na Santa Casa em 2016, uma variação de 1,5 mil e 2 mil por mês. "Ficam 16 pessoas na sala de espera e o resto que não cabe fica nos corredores", relatou.

De acordo com o secretário da saúde, ontem (14) o médico plantonista do HU se recusou a aceitar pacientes da Santa Casa. "Plantonista se recusam a receber pacientes da Santa Casa, o médico de ontem se recusou a aceitar pacientes, não sei ainda sob qual justificativa".

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