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Capital

Doação garante água de volta em hospital que teve cabos furtados

Serviço foi normalizada por volta das 18h de ontem (26), segundo o diretor do Hospital São Julião

Por Viviane Oliveira | 27/03/2020 09:25
Porta onde fica a bomba de água do poço artesiano foi danificada durante furto de fio de cobres (Foto: Direto das Ruas) 
Porta onde fica a bomba de água do poço artesiano foi danificada durante furto de fio de cobres (Foto: Direto das Ruas)

Doação de empresários de mais de 200 metros de fio de cobre garantiu a água de volta no Hospital São Julião, que teve os cabos furtados da bomba do poço artesiano. O crime aconteceu no fim da tarde de quarta-feira (25), em Campo Grande. O serviço foi restabelecido por volta das 18h de ontem (26), na unidade que atende o SUS (Sistema Único de Saúde) com 105 leitos.

Conforme o diretor administrativo do hospital, Amilton Fernandes Alvarenga, além da doação dos fios, a unidade recebeu mais de 10 caminhões pipas da concessionária Águas Guariroba, o que garantiu água para abastecer 68 edificações onde funcionam o centro cirúrgico, terapia ocupacional, leitos, cozinha, casa de funcionários, área rural com horta e animais. "Recebemos ligação durante o dia inteiro de empresas querendo ajudar com doações", disse. A unidade fica no Jardim Colúmbia, na saída para Cuiabá.

Furto - O poço fica a cerca de 500 metros do fundo da enfermaria, próximo ao Córrego Botas. A Polícia Militar foi acionada, mas nenhum suspeito foi localizado até o momento. O diretor reclamou que ainda não conseguiu registrar boletim de ocorrência na delegacia de plantão. Ele  foi informado pelo policiais que em razão dos decretos para conter a disseminação do novo coronavírus (Covid-19) estavam registrando apenas casos graves e o crime de furto não se encaixava na situação.

Com preço por quilo que varia de R$ 12 a R$ 16, a venda de fios de cobre é considerada negócio rentável e ajuda a movimentar o comércio em ferros velhos e pontos de reciclagem da cidade. Em razão disso, criminosos desafiam limites e ignoram riscos para furtar fios de prédios, comércios e áreas públicas da cidade, aumentando os índices do crime.