Doação de aldeia da Capital socorre casa para indígenas em tratamento
Instituição recebeu várias sacolas e caixotes com alimentos frescos da horta da comunidade

Hoje (27) pela manhã, foram colhidos e entregues fresquinhos alimentos cultivados na horta da Aldeia Água Bonita, localizada na periferia de Campo Grande, para "socorrer" a Casa de Saúde Indígena, num outro canto da cidade.
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Alimentos cultivados sem agrotóxicos na horta da Aldeia Água Bonita, na periferia de Campo Grande, foram doados à Casa de Saúde Indígena, que enfrenta dificuldades no abastecimento após fornecedor romper contrato. A unidade atende até 80 indígenas vindos do interior do Mato Grosso do Sul. As doações fazem parte do projeto Horta da Aldeia, da UFMS, que movimentou mais de R$ 1 milhão entre 2018 e 2025 e atende aldeias em oito municípios.
Alface, couve, salsa, cebolinha, coentro, mandioca, pimentão, tomate-cereja, quiabo, abóbora, abobrinha, moranga e berinjela plantados sem agrotóxicos vão abastecer a cozinha da instituição por um tempo.
A Casa de Saúde Indígena é coordenada pelo DSEI (Distrito Sanitário Especial Indígena), fica na Avenida Bandeirantes e possui capacidade para hospedar até 80 indígenas que vêm do interior de Mato Grosso do Sul em busca de algum tratamento na Capital. Atualmente, ela enfrenta dificuldade no abastecimento porque a empresa fornecedora de alimentos in natura rompeu o contrato. Enquanto outro fornecedor não se habilita, a aldeia vai produzir e entregar doações de verduras a cada 15 dias.

Essas doações estão previstas no projeto Horta da Aldeia, desenvolvido pela UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul). Gestor dele, o professor André Dioney Fonseca explica que escolas, creches, instituições sociais, lares de idosos e famílias indígenas com diabéticos entre os membros também são atendidos.
"Esse projeto tem um fundo social com recursos de emenda parlamentar, que prevê a destinação de 10% a 15% para doação", justifica.
Mais de R$ 1 milhão - O maior percentual da produção vai para a venda direta. É aí que o projeto funciona para gerar renda não só aos indígenas da Aldeia Bonita, mas para outras aldeias e comunidades vulneráveis acompanhadas pelos professores e técnicos da UFMS em oito municípios de Mato Grosso do Sul.
Inicialmente, o foco era a segurança alimentar, mas os objetivos se expandiram. O comércio movimentou mais de R$ 1 milhão entre 2018 e 2025, como já registrou o Campo Grande News.
"O maior percentual vai para a venda direta. Eles colocam na bicicleta cargueira, levam para mercearias, redes de supermercados, feiras", cita o professor André. As comunidades e aldeias também estão cadastradas no PNAE (Programa Nacional de Alimentação Escolar) e PAA (Programa de Aquisição de Alimentos).
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