Em onda de furtos, comércio é invadido mais de 10 vezes em um mês
Proprietária diz ter feito cinco BOs e relata subtração de ferramentas, cobre e compressores
Comerciante do Centro de Campo Grande afirma que a empresa de itens médicos dela foi invadida mais de dez vezes nos últimos 30 dias, principalmente durante a madrugada e o início da manhã. O estabelecimento fica na Rua Rui Barbosa, e teve ferramentas, compressores, fios de cobre e peças de equipamentos levados no período.
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Uma comerciante do Centro de Campo Grande relatou que sua empresa de itens médicos foi invadida mais de dez vezes nos últimos 30 dias, com furtos de ferramentas, compressores, fios de cobre e peças de equipamentos. A proprietária registrou cinco boletins de ocorrência sem resposta policial. Os casos se somam a uma série de furtos na região central da cidade, incluindo fiação elétrica e invasões por telhado com prejuízos estimados em R$ 33 mil.
A proprietária procurou o Campo Grande News nesta quinta-feira (27), pediu para não ser identificada por represálias e apresentou vídeos de diferentes episódios.
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O relato se soma a uma sequência de furtos que comerciantes da região central denunciam ao longo deste ano. “Já foi mais de dez vezes no último mês. Já abri cinco BOs. Nada até agora. Nem ronda eles aumentaram na região”, afirmou a vítima.
As gravações mostram que as entradas no imóvel se repetiram em horários semelhantes. Em 27 de julho, uma pessoa entrou por volta das 4h30 e, segundo a proprietária, levou uma maleta de ferramentas e peças de equipamentos. Quatro dias depois, às 6h30, outro invasor teria retirado um compressor, posteriormente localizado.
Em 3 de agosto, duas pessoas apareceram nas imagens por volta das 6h. A comerciante afirma que elas permaneceram aproximadamente quatro minutos no imóvel e tentaram abrir uma das portas. Uma chave que teria sido usada durante a ação foi encontrada posteriormente no lixo.
A invasão mais recente ocorreu na terça (25) e teve duração maior. Segundo a dona da empresa, os responsáveis permaneceram cerca de 30 minutos no estabelecimento e saíram com sacos cheios de materiais. Uma das câmeras internas também foi desviada.
“[...] Eles fizeram a festa, levaram sacos de coisas e ficaram 30 minutos. Inclusive eles desviaram a câmera interna, por isso nesse último eu mandei só da externa”, relatou.
A empresária ainda não calculou o prejuízo acumulado. Funcionários da assistência técnica fazem um levantamento dos materiais que desapareceram, já que as primeiras invasões foram rápidas e envolveram peças de menor valor.
Segundo ela, os responsáveis não levaram veículos nem peças dos carros e da motocicleta que estavam na empresa. Os alvos mais frequentes foram ferramentas e componentes metálicos usados no trabalho.
“Não quebraram vidro, não roubaram o carro nem a moto, não roubaram peças dos carros ou moto. Não quebraram nada. Eles roubaram apenas materiais que usamos para trabalhar, malas de ferramentas, equipamentos que continham fios de cobre, todos os fios que tinham cobre, torneira, uma chapa de inox, compressores, esse tipo de coisa”, disse.
Histórico - O tipo de material coincide com furtos já registrados em outros pontos do Centro. Em junho, lojas da região ficaram sem energia depois do furto de fiação elétrica. No mês seguinte, câmeras flagraram um homem retirando fios de um poste da Rua 14 de Julho em menos de um minuto, enquanto outro comércio da mesma via acumulava prejuízos com cabos e estruturas metálicas levados durante a madrugada.
Na Rua José Antônio, duas lojas também foram invadidas pelo telhado no fim de julho e tiveram prejuízo estimado em R$ 33 mil. O responsável cortou a energia de um dos imóveis e levou eletrônicos e dinheiro, além de provocar danos na estrutura.

