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Campo Grande, Sexta-feira, 15 de Dezembro de 2017

27/07/2011 12:48

Dono de construtora some e 45 trabalhadores ficam sem ter onde morar

Vinícius Squinelo

Operários vieram de várias cidades e Estados

Trabalhador mostra carteira assinada enquanto grupo tenta resolver a situação. (foto: João Garrigó)Trabalhador mostra carteira assinada enquanto grupo tenta resolver a situação. (foto: João Garrigó)

Quarenta e cinco trabalhadores, 18 deles vindos do Sergipe, vivem uma situação, no mínimo, complicada em Campo Grande. Contratados, em sua maioria, desde último dia 6 de junho, os operários não receberam um centavo sequer pelo serviço e, para completar, o dono da empresa onde trabalham, a Construtora Bahia, José Ribeiro Sobrinho, desapareceu, segundo afirmam.

“Foram na minha casa, em Poço Redondo no Sergipe, me chamar para trabalhar. Paguei a passagem, R$ 400, e fiquei três dias num ônibus. Cheguei aqui, trabalhei, não me devolveram o dinheiro da passagem nem pagaram meu salário”, desabafa o carpinteiro Arlino Santos, de 24 anos. Segundo ele, foi prometido um salário de até R$ 2 mil, mas hoje não tem nem onde dormir.

Todos vivem situação semelhante: sem o salário, os trabalhadores não têm onde morar e sequer o que comer. “Fico em um restaurante onde durmo, e lavo as coisas lá pra me darem comida. Ninguém aqui tem dinheiro para voltar pra casa”, conta Maicon Xavier, 27 anos, apontador contratado em São Paulo (SP).

Outras pessoas vieram também de Mato Grosso do Sul, de cidades como Sidrolândia e Coxim.

Os trabalhadores, uma mulher inclusa, estiveram na manhã de hoje na CGT/MS (Central Geral dos Trabalhadores) de Mato Grosso do Sul tentando resolver a situação ou, ao menos, voltar para casa.

Como a Construtora Bahia deu o calote, as empreiteiras que contratavam os operários como terceirizados, MRV e Brookfield, terão que se responsabilizar pelo pagamento dos funcionários.

 Dono de construtora some e 45 trabalhadores ficam sem ter onde morar

“A MRV se comprometeu a pagar até sexta. A Brookfield não se comprometeu a nada, então vamos acionar o Ministério Público do Trabalho e marcar uma audiência de urgência”, explicou Samuel Freitas, presidente da CGT/MS.

Uma mulher, Valdete Machado Braga, que, segundo os trabalhadores, se apresentava como sócia da Construtora Bahia, esteve no local e tentouu se eximir de responsabilidade. Segundo ela, a MRV e a Brookfield que devem pagar.

Valdete chegou ainda a coagir os trabalhadores e a imprensa, afirmando que iria tomar atitudes legais contra “tudo que for falado ou escrito”. “Falou ou escreveu vai ter que provar”, bradava ela, enquanto ligava para o advogado.

“Acho que ela foi mesmo é laranja, não era sócia nem nada”, comentou Samuel, explicando ainda que o verdadeiro dono da Construtora Bahia já tem histórico de casos semelhantes ao dos trabalhadores de Campo Grande.

Outro problema são os funcionários administrativos da Construtora, que não sabem como vão receber, pois não eram terceirizados de nenhuma empresa. “O dono fugiu, não recebi nada e não sabemos da onde vamos receber”, comentou a auxiliar administrativo Dayane Franco, 24 anos, contratada desde o dia 6 de junho.

A reportagem procurou contato com as construtoras citadas, mas os responsáveis pelo contato com a imprensa não foram localizados até o fechamento da matéria.

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É aquela coisa. Os politicos roubam e roubam do povo. Esses picaretas pensam: Ué, por qual motivo eu não posso fazer o mesmo? Pronto... é a corrente do mal.
 
Thiago Kalunga em 28/07/2011 10:38:42
Concordo plenamente com a leitora Rosa Marlene, uma barbaridade dessa tem mesmo que ser noticiado nacionalmente, e a imprensa pegar pesado em cima disso, pois é muito triste ver pessoas sérias, trabalhadoras serem humilhadas dessa forma. Tem que achar esse bandido que não tem um pingo de amor com o próximo, e colocá-lo atrás das grades. Pois lá sim é o lugar dele.
 
Rosangela Carvalho em 28/07/2011 08:48:14
Acho inacreditável que uma empresa que já tem varias reclamações e processos trabalhalista nas costa ainda consegue se instala em CG e vender imoveis livremente. Cada a fiscalização por parte a ordem publica????
 
Elias Rédua em 28/07/2011 07:30:21
Isso tem que ser apurado, o dono responsabilizado, e as pessoas melhor instruídas, com contratos claros e específicos, país sem educação e sem lei dá nisso...
 
Paulo César dos Santos de Barros em 28/07/2011 07:22:23
Um caso como este tem ser noticiado nacionalmente, pois este bandido deve ter ido para outro estado dar o mesmo golpe!
 
Rosa Marlene da Silva em 27/07/2011 05:24:06
È muita falta de princípio ético tirar trabalhadores honestos de seus estados para cometer uma barbaridade dessas. Tomo as dores pois trabalho no adm. de uma construtora e imagino como deve ser triste para essas pessoas que foram enganadas,onde esse mundo vai parar!
 
Dayane Ramos em 27/07/2011 05:04:05
Que pena,essas grandes construtoras que visam apenas seus enormes lucros,não
tem a descencia de assumir sua responsabilidade não somente jurídica como social perante a sociedade deixando pessoas trabalhadoras passarem dificuldades e
humilhações,pessoas essas que doaram seu suor para produzir riquezas com as quais
obterão lucros exorbitantes.Será que essas gananciosas construtoras não sabem o que
é responsabilidade solidária .
 
silvio areco em 27/07/2011 03:37:02
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