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Campo Grande, Segunda-feira, 18 de Dezembro de 2017

26/05/2011 21:49

Durante audiência de caso de extorsão, diretores afirmam que autor era aluno “normal”

Paula Maciulevicius

Outros dois adolescentes serão ouvidos, eles também podem ter extorquido menino de 13 anos

Em audiência sobre o caso de extorsão de um garoto de 13 anos, pelo ex-colega de escola de 14 anos, diretores de antigo e atual colégio do autor afirmaram que garoto era “normal”. Segundo a professora da primeira escola, onde o bullying surgiu, o aluno era hiperativo, mas considerado dentro da normalidade.

O caso iniciou há cerca de um ano, com o adolescente de 14 anos que ameaçava o então colega, de agressão caso ele não copiasse o conteúdo passado em sala, no caderno dele. A diretora relata que a situação chegou ao conhecimento da coordenação da escola, de que o garoto “forçava” a vítima e outros colegas a copiarem as atividades.

Segundo o que a diretora disse na audiência, o caderno foi checado e constatada a diferença nas letras copiadas. As medidas cabíveis foram tomadas dentro da escola com os alunos e respectivos pais.

Depois deste episódio a professora afirmou desconhecer outra situação envolvendo os dois estudantes, muito menos um caso de extorsão.

Programas para conscientização sobre bullying existem desde o ano passado, mas de acordo com a professora, ganharam mais ênfase neste ano. O assunto é discutido entre alunos e familiares e até um comitê de trabalho foi criado para realizar ações que detectem e combatam esse problema.

Já o diretor da atual escola em que o adolescente agressor estuda, disse que o aluno tem notas dentro do esperado, mas que nos últimos dias tem infringido regras de disciplina. “É um aluno assíduo, pontual, mas que vem apresentando problemas como cabular aula, desrespeito em classe”, comentou.

O professor contou saber do caso na tarde de ontem, quando recebeu a notificação para comparecer na audiência. “Ele será tratado da mesma forma dos outros alunos. O assunto é sério, mas ele não vai ter um atendimento especial pelo que fez no passado”, explica.

O diretor admite que existe dificuldade da escola constatar o bullying porque muitas vezes os alunos agredidos não se manifestam. “Os agredidos tem que perder o medo e falar o que está acontecendo, é um medo de que aquele outro pode mais”, diz sobre a relação da vítima com o agressor.

De acordo com o diretor da atual escola, o autor já foi aluno dele há cerca de 6 anos e sempre foi um bom estudante. “O assunto tem que ser trabalho, aquele que recebe a violência tem que denunciar”, acredita.

Na escola também tem o projeto da comissão escolar para tratar do assunto, em conjunto com alunos e famílias, com palestras e o tema é tratado dentro da sala de aula.

Caso – A história, digna de um filme americano, o caso clássico de bullying, onde a vítima “pagava” para não apanhar. O agressor, ao contrário dos personagens retratados nos filmes, não era “valentão” e tão pouco parecia capaz de ameaçar um colega por mais de um ano.

O adolescente de 14 anos foi ouvido hoje, em audiência no MPE (Ministério Público Estadual), envergonhado e com pouco menos de 1,60 metros, ele disse estar arrependido e nega que tivesse alguém por trás da extorsão.

O bullying, são todas as formas de atitudes agressivas intencionais e repetitivas que ridicularizam o outro e tem como peculiaridade, a intimidação e no caso dos alunos, as intimidações eram constantes e por telefone.

O garoto com medo de que o colega fosse cumprir com as ameaças de violência e até morte, entregava o dinheiro no local marcado e voltava para casa em silêncio.

A história só foi descoberta depois que uma pessoa próxima contou a família da vítima. O caso foi registrado na Deaij (Delegacia de Atendimento a Infância e Juventude). O garoto que sofria a extorsão foi levado a marcar encontro no terminal de ônibus para fazer o pagamento. A equipe da Deaij esperou junto com a vítima pela chegada do agressor e flagrou a entrega do dinheiro.

Ainda dois outros adolescentes serão ouvidos pelo promotor da Vara da Infância e Juventude, Sérgio Harfouche, que podem também ter participado da extorsão.



Tudo normal !!! depois de um aluno problemático aprontar, ele nunca mais aprontará, ainda mais que só conversaram com os pais. Se muito provavelmente este menino está assim por causa da educação que recebeu dos pais até agora, a escola não poderia apostar tudo nesta conversa, cadê a suspensão ? a escola tem que mostrar que se importa com o comportamento dos alunos dentro da escola. Tem que acompanhas estes alunos problemáticos de perto sim. Esta conversinha de que isto é normal, o Gilmar Candido que está correto.
 
jose antonio em 27/05/2011 11:51:01
Creio que todas as formas de discriminação ou de bullying vem da própria educação, a criança vê o pai subjugar a mãe, ou vice versa, de alguma forma por causa de dinheiro, vê seus pais dirigirem mal, xingarem, vêem de tudo de ruim, e claro, são exemplos que considera certo, afinal os pais fazem.... Para mim tudo vem de casa, os exemplos vêem de casa, postura, respeito, são valores que a escola não ensina, são os pais que ensinam, infelizmente os pais precisam se preocupar com a saúde mental do filho muito mais do que saber quanto vai ganhar em investir aqui ou ali, o investimento maior está dentro de casa, este é o seu verdadeiro patrimônio. Tenho visto muita propaganda do tipo "vamos deixar um mundo melhor para nossos filhos", que tal "deixarmos filhos melhores para o mundo"????
 
Maria Santos em 27/05/2011 11:37:58
Apesar da negativa, o caso sugere que a extorsão tenha sido motivada por chantagem: algum fato, talvez criminoso, que a vítima deseja que seja ocultada inclusive dos pais.
 
Carlos Eduardo em 27/05/2011 11:22:34
O caso relatado é de extorsão, tipificado no art. 158 do Código Penal.
 
Carlos Eduardo em 27/05/2011 11:04:32
Quando um professor rediculariza sempre os alunos que tem dificuldades, principalmente na escrita, e mostra seus cadernos para sala rir dos seus erros isto é o que? Se o professsor que esta ali para ensinar e "educar" tem essas atitudes vamos esperar o que dos alunos?
Isto acontece muito nas escolas principalmente do municipio que trabalha com crianças no ensino fundamental. Quando o professor vê alunos em sala de aula o tempo todo chamando colegas de negrinho, boi de óculos, quatro olho, baleia, e outro adjetivos e não toma atitude nenhuma ele esta conivente com o bullyng dentro de sua sala.
 
DALVA JUSTINA GARCIA em 27/05/2011 01:11:45
NA MAIORIA DOS CASOS BANDIDOS SÃO NORMAIS.......O QUE FAZEM DE MAU É COMETER ATOS ILÍCITOS....SÓ ISSO......POUCO NÃO......
 
GILMAR CANDIDO em 26/05/2011 09:58:28
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