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Capital

Em 1 mês, ocupação de leitos de UTI dobra em hospitais particulares da Capital

Cerca de 60% dos internados são casos de covid; mesmo com crescimento, cenário foi mais crítico em dezembro

Por Guilherme Correia | 04/03/2021 15:25
Tenda para triagem inicial da covid-19 foi montada, no início da pandemia, no Hospital da Unimed (Foto: Arquivo)
Tenda para triagem inicial da covid-19 foi montada, no início da pandemia, no Hospital da Unimed (Foto: Arquivo)

Com a confirmação da nova cepa do coronavírus em Mato Grosso do Sul, alguns índices têm apontado para o terceiro crescimento dos números da pandemia no Estado, inclusive em hospitais privados. Os dois maiores de Campo Grande tiveram o dobro de UTI's (Unidades de Terapia Intensiva) ocupadas em um mês.

É importante ressaltar que as hospitalizações pelo coronavírus representam, conforme registros oficiais mais recentes, cerca de 60% de todas as internações nas duas principais unidades de saúde verificadas pela reportagem, e acabam por serem a principal "inflação" da taxa de lotação hospitalar.

O Hospital da Cassems (Caixa de Assistência dos Servidores do Mato Grosso do Sul) tinha 43,5% dos leitos de terapia intensiva com pacientes, com covid-19 ou não, em 3 de fevereiro, e ontem (3 de março) eram 90%.

O Campo Grande News levantou a quantidade de leitos disponíveis e quantos estavam ocupados, de acordo com os dados do painel Mais Saúde, e os colocou nos gráficos abaixo. A linha de cor azul-marinho é a média móvel, que foi feita para ficar mais fácil que o leitor verifique os números, enquanto  a linha azul-claro mostra a ocupação exata de cada dia, que pode sofrer diversos tipos de variação.

No início da semana, o secretário estadual de Saúde, Geraldo Resende, alertou durante coletiva que mesmo aqueles que estejam "em condição abastada" têm de estar em alerta para os perigos da covid-19.

"Quem diz que 'tem como bancar o tratamento', enganam-se. Está faltando leito nos hospitais privados da Capital. É preciso que aqueles que aglomeram e que não respondem aos nosso apelos, que reflitam. Hospitais de São Paulo, Paraná e Goiás estão no limite máximo", disse o titular da SES (Secretaria Estadual de Saúde).

O Hospital Unimed, contudo, teve um crescimento um pouco diferente. Com base nos dados disponibilizados, já que o painel apresentou algumas irregularidades nos últimos dois dias, a comparação foi feita entre a taxa mais recente, de 1º de março, com o período de 1º de fevereiro.

O valor exato verificado no primeiro dia deste mês foi de 80% das UTI's ocupadas nesse estabelecimento de saúde, enquanto no início do mês passado era de 56%.

O Campo Grande News questionou na manhã de hoje quais são as preocupações por parte das instituições citadas, e se as taxas estão dentro do previsto, mas não obteve respostas. Os dados levantados pela reportagem podem ser consultados por meio do link.

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