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Capital

Em 18 dias, mutirão contra dengue vistoriou 66 mil imóveis em Campo Grande

Operação da Secretaria Municipal de Saúde começou no dia 2 de maio e está prevista para terminar no dia 31

Por Ana Paula Chuva | 23/05/2022 13:18
Agente de Saúde durante vistoria em imóvel da Capital. (Foto: Divulgação | PMCG)
Agente de Saúde durante vistoria em imóvel da Capital. (Foto: Divulgação | PMCG)

Iniciada no dia 2 de maio, a operação “Mosquito Zero – É Matar ou Morrer” já vistoriou 66.109 imóveis nas sete regiões urbanas de Campo Grande e eliminou 1.859 focos do Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e chikungunya. O mutirão vai até dia 31 de maio.

Conforme o balanço divulgado nesta segunda-feira (23), na primeira etapa – entre os dias 2 e 13 de maio –, foram 39.170 casas inspecionadas, 25.122 potenciais criadouros do mosquito removidos e 1.133 focos eliminados. Os trabalhos foram realizados nos bairros Guanandi, Jardim dos Estados, Tijuca, Panamá, Novos Estados, Nova Lima, Itamaracá e Rita Vieira.

Já na segunda fase do mutirão, foram 26.939 imóveis vistoriados, 20.658 possíveis criadouros removidos e 726 focos removidos. A etapa está prevista para ser realizada até dia 31 de maio e as equipes estão nos bairros Vila Carlota, Cruzeiro, Jardim Leblon, Nova Campo Grande, Jardim Noroeste e Mata do Segredo.

São cerca de 350 servidores da CCEV (Coordenadoria de Controle de Endemias Vetoriais) mobilizados nas ações que ocorrem de maneira simultânea nas sete regiões urbanas da Capital e a estratégia é priorizar os bairros com maior índice de infestação ou incidência da dengue.

“Os agentes atuam nestas áreas consideradas mais críticas com trabalho de manejo, vistoria de imóveis, terrenos baldios e recolhimento de materiais inservíveis, potenciais criadouros do mosquito, além da sensibilização da comunidade, considerando que 80% dos focos do Aedes aegypti ainda são encontrados dentro das residências”, explicou o coordenador da CCEV, Vagner Ricardo.

Dados epidemiológicos – Entre os dias 1° de janeiro e 17 de maio deste ano, foram 5.485 casos de dengue notificados com quatro mortes em Campo Grande. Do total, 1.697 casos foram confirmados só em abril, quase 50% a mais em relação ao mesmo período em 2021.

Já os casos de zika e chikungunya se mantêm estáveis, com 9 e 62 registros, respectivamente, de 01 de janeiro a 17 de maio.

Conforme mapa de notificações da CCEV, 8 bairros e parcelamentos de Campo Grande estão com índices considerados muito altos: Nova Lima, Novos Estados, Chácara dos Poderes, Noroeste, Rita Vieira, São Lourenço, Cruzeiro e Panamá. Já outros 22 apresentam índice alto, 35 moderado, 8 baixo e apenas a Vila Carvalho zero.

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