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Campo Grande, Sexta-feira, 26 de Abril de 2019

23/01/2019 17:26

Em Campo Grande, menino de 5 anos é 1º caso de leishmaniose em 2019

Garoto teve febre alta em dezembro, foi atendido na Santa Casa, no HU e já recebeu alta; Em MS, é o segundo caso da doença

Silvia Frias
Pablo com a mãe; Desempregada ela pede contribuições. (Foto: Danielle Matos)Pablo com a mãe; Desempregada ela pede contribuições. (Foto: Danielle Matos)

Um menino de 5 anos, morador no Parque do Sol, é o primeiro caso de leishmaniose, este ano, em Campo Grande. O garoto começou a passar mal no fim de dezembro, mas o diagnóstico foi dado no Hospital Universitário este mês. Este é o segundo caso notificado no Estado.

A auxiliar de cozinha Bárbara Stefany Marcelino Bernardo, 21 anos, conta que o filho, Pablo Henrique Marcelino, começou a ter febre muito alta no dia 31 de dezembro. Ela o levou para a UBS (Unidade Básica de Saúde) do Parque do Sol, onde o garoto recebeu analgésico. Na unidade, foi encaminhado pedido de exame de ultrassom, que seria agendado pela Central de Regulação.

“Só que ele continuou com febre”, lembra Bárbara. No dia 4 de janeiro, ela o levou para a UPA (Unidade de Pronto Atendimento) do bairro Coronel Antonino. Pablo recebeu analgésico e o médico pediu exame de sangue e, no dia seguinte, o diagnóstico era de suspeita de leishmaniose. O garoto foi internado na Santa Casa.

No hospital, os exames apontaram aumento no baço e no fígado, característicos da doença. Os médicos iniciaram tratamento preventivo de leishmaniose, sendo confirmado no dia seguinte. Pablo foi, então, transferido para Hospital Universitário, para tratamento específico com pediatra infectologista. O menino recebeu bolsa de sangue em decorrência do quadro de anemia e da perda de peso.

“Ele começou a melhorar, a febre diminuiu, até ficou menos tempo no hospital”, diz Bárbara. O menino teria que ficar internado por 21 dias, mas foi liberado no dia 17 de janeiro. Daqui a 30 dias retornará para acompanhando do quadro clínico.

Segundo assessoria do Hospital Universitário, as secretarias municipal e estadual de Saúde são notificadas automaticamente pelo sistema de regulação, que faz a distribuição dos pacientes.

As assessorias das secretarias estadual e municipal de Saúde informaram que não receberam notificação. No Estado, esse repasse de dados é feito semanalmente. Em Mato Grosso do Sul, este ano, apenas um caso havia sido notificado, de Paranaíba, um menino de 3 anos e oito meses. Em 2018, foram 82 casos confirmados e sete óbitos.

Bárbara conta que acabou perdendo emprego para cuidar do filho e, agora, enfrenta dificuldades. Quem quiser ajudar a família, pode entrar em contato no telefone 9 9269-8320.

Laudo mostra continuidade do tratamento para leishmaniose de Pablo (Foto: Danielle Matos)Laudo mostra continuidade do tratamento para leishmaniose de Pablo (Foto: Danielle Matos)


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