Em época de Carnaval, comerciantes reclamam de acordar com urina na porta
No domingo, cerca de 17 mil pessoas passaram na Esplanada Ferroviária
RESUMO
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Comerciantes da Rua 14 de Julho, em Campo Grande, relatam transtornos após o primeiro dia de Carnaval do Bloco Capivara Blasé. Estabelecimentos amanheceram com sujeira, cheiro de bebida e urina nas portas após a passagem de aproximadamente 17 mil foliões pela Esplanada Ferroviária. Câmeras de segurança registraram pessoas urinando nas portas das lojas. Segundo o comerciante Volnei Mascarelo, de 55 anos, o problema é recorrente durante o Carnaval, obrigando lojistas a chegarem mais cedo para limpar as calçadas e fachadas dos estabelecimentos.
O que deveria ser apenas festa e alegria sempre traz transtornos para comerciantes da Rua 14 de Julho durante o período de Carnaval. O cheiro de urina e a bagunça na madrugada têm sido motivo de reclamação.
Após o primeiro dia de folia do Bloco Capivara Blasé, no domingo (15), lojistas da região relataram ter amanhecido com forte cheiro de bebida e até urina nas portas dos estabelecimentos. Segundo estimativa da Polícia Militar, cerca de 17 mil pessoas passaram na Esplanada Ferroviária.
Segundo a Prefeitura de Campo Grande, foram instalados 100 banheiros químicos para atender o público dos blocos.
Volnei Mascarelo, de 55 anos, comerciante na 14 de Julho, enviou à reportagem um vídeo da câmera de segurança do vizinho, que também é comerciante. Nas imagens, diversas pessoas aparecem passando em frente a uma loja e, em determinado momento, uma jovem se agacha e urina na porta do estabelecimento. O líquido escorre pela calçada até alcançar a rua.
“O pessoal vem e suja. Mijaram na porta de um vizinho e entrou para dentro. A minha [loja] teve muita sujeira. Todo carnaval é assim, é recorrente. Todo mundo chegou cedo para lavar as calçadas, portas”, relatou Volnei, indignado com a situação.
A comerciante Rosangela Amaro, de 57 anos, também passou pelo mesmo sufoco e reclama da situação.
“Estava sujo, fedido, muito xixi, muitas coisas horríveis aqui, nós tivemos que lavar toda a calçada, tinha até sangue pela calçada. É um absurdo que a gente tenha que lavar, o consumo da nossa água aumenta demais porque a gente precisa lavar. Como que eu vou receber meu cliente? Chegar agora aqui com a calçada toda cheia de sangue, toda cheia de lixo”, lamentou.

A equipe de reportagem esteve no local na manhã desta segunda-feira (16) e encontrou o lixo já coletado e os sacos acumulados no canteiro central da Avenida Mato Grosso e nas esquinas próximas à 14 de Julho. O cheiro forte de bebida também predominava na região.
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