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Interior

Ofensiva destrói roças de maconha que renderiam US$ 25 milhões ao tráfico

Operação da Senad e de forças militares do Paraguai ocorreu no fim de semana na fronteira com MS

Por Helio de Freitas, de Dourados | 16/02/2026 11:25
Ofensiva destrói roças de maconha que renderiam US$ 25 milhões ao tráfico
Agentes da Senad e militares cortam pés de maconha em “super lavoura” na fronteira (Foto: Divulgação)

Operação da Senad (Secretaria Nacional Antidrogas) com apoio de forças militares destruiu roças de maconha que ocupavam quase 60 hectares, na linha internacional entre o Paraguai e Mato Grosso do Sul, na região de Coronel Sapucaia, a 396 km de Campo Grande. Denominada de “Toro Expo 26”, a ação ocorreu na colônia Piray, na área rural de Capitán Bado.

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Operação conjunta da Secretaria Nacional Antidrogas (Senad) do Paraguai e forças militares destruiu plantações de maconha que ocupavam cerca de 60 hectares na fronteira com o Brasil, próximo a Coronel Sapucaia (MS). A ação, denominada "Toro Expo 26", ocorreu na colônia Piray, em Capitán Bado. As roças tinham potencial para produzir 171 toneladas de maconha, gerando lucro estimado em US$ 25 milhões para organizações criminosas. Foram destruídos 15 pontos de cultivo e seis acampamentos utilizados por trabalhadores. Apesar das constantes operações na região, as plantações costumam ser reativadas após algumas semanas.

Estimativa da Senad mostra que as roças tinham capacidade de produzir pelo menos 171 toneladas da droga pronta para o consumo, com lucro superior a 25 milhões de dólares às organizações criminosas. Quase toda a produção de maconha na linha internacional é controlada por facções criminosas brasileiras e destinada ao Brasil.

Conforme a Senad, o trabalho de inteligência e incursões em campo identificaram 15 parcelas de cultivo no meio de áreas de mata e perto de roças de soja e milho.

Além do corte e incineração dos pés de maconha em fase de crescimento, a operação destruiu 6 acampamentos usados como refúgio dos trabalhadores que atuam na colheita e para processamento da droga.

A agência paraguaia considerou a operação um “golpe contundente” na estrutura do narcotráfico na fronteira, por afetar significativamente as finanças das facções. Há mais de duas décadas o Paraguai faz constantes ofensivas contra o cultivo de maconha na linha internacional, mas algumas semanas depois as lavouras são novamente reativadas.

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