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Campo Grande, Quinta-feira, 14 de Dezembro de 2017

16/09/2013 17:53

Empresário eleva custos e paga até três vezes mais por passagens

Lidiane Kober e Luciana Brazil
Usuários do aeroporto estão pagando mais caro para viajar e perdem tempo com a redução de voos diretos (Foto: Marcos Ermínio)Usuários do aeroporto estão pagando mais caro para viajar e perdem tempo com a redução de voos diretos (Foto: Marcos Ermínio)

A suspensão de voos noturnos, desde 1º de setembro, no Aeroporto Internacional de Campo Grande, está refletindo negativamente no bolso de empresários sul-mato-grossenses. Segundo eles, em alguns trechos, o preço da passagem chegou a triplicar e, por falta de voos noturnos, os funcionários são obrigados a permanecer fora da cidade e gastar com hospedagem e alimentação.

“Complicou a vida de todo mundo, além de gastar mais, é difícil conseguir voos diretos e a gente perde tempo vagando nos aeroportos pelo país”, disse o presidente da Fecomercio (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de Mato Grosso do Sul), Edison de Araújo.

Como exemplo, ele citou viagens a São Paulo, um dos destinos mais requisitados dos empresários. “A gente não consegue voo direto para lá, é preciso passar antes por Brasília ou por Campinas (SP)”, relatou. “E para piorar a situação, o preço da passagem triplicou. Antes, ida e volta gastava entre R$ 300 a R$ 400, agora está difícil comprar por menos de R$ 1,2 mil”, emendou. “E olha que a passagem é só para o dia 27”, concluiu a fim de esclarecer que não deixou para reservar de última hora o bilhete.

Responsável pela compra de passagens a colaboradores de empresa de tecnologia, a auxiliar administrativa Fabiana Daga reforçou a dificuldade de conciliar horário de trabalho com os voos e o encarecimento dos gastos. “Por causa do fechamento do aeroporto, as despesas com hotel e com passagens aumentaram muito”, informou.

De acordo com Fabiana, o último horário de São Paulo para Campo Grande é às 14 horas e a outra opção é sair de Campinas, às 16h40. “Mas a pessoa precisa pegar um ônibus de São Paulo para Campinas e corre o risco de perder o voo, já que o trânsito de São Paulo é horrível”, comentou.

Antes da suspensão dos voos noturnos, os colaboradores da empresa saiam de madrugada e voltavam à noite. “Agora, eles precisam sair um dia antes e voltar um dia depois, já que não dá tempo de trabalhar até o horário do último voo que vem para Campo Grande”, frisou. Para chegar ao Rio de Janeiro, o problema é o mesmo, contou.

Ela também observou aumento significativo no preço das passagens. “Se comprasse as passagens com 10 ou 15 dias de antecedência para qualquer um dos dois destinos, pagava em média de R$ 200, agora, se comprar antes, pago entre R$ 300 a 500”, relatou. “Mas, se quiser comprar para esta semana, vou pagar entre R$ 800 e 900, cada trecho”, completou.

Os correios e usuários também estão sentindo na pele o problema. Por não conseguir atender o prazo de entregar os Sedex 10 até às 10h da manhã, o serviço foi suspenso no caso de mercadorias de fora de Campo Grande. Segundo a assessoria de imprensa, por dia, chegavam em média à Capital 140 objetos.

Sem previsão – Prevista para começar em primeiro de setembro, as obras na pista do aeroporto de Campo Grande ainda não iniciaram por causa de erro na planilha da licitação. A falha, inclusive, encareceu o serviço em R$ 600 mil, totalizando investimento de R$ 12,7 milhões.

Apesar de não sair do papel, a obra já mudou a rotina do aeroporto com a suspensão dos voos noturnos. Ao Campo Grande News, um piloto informou que a medida é desnecessária. “A pista lateral daqui tem as mesmas condições da principal, então, a reforma poderia ser feita de dia, enquanto a pista lateral seria ocupada. Neste caso, não seria necessária a suspensão de voos noturnos”, explicou.

Para o presidente da Fecomercio, a possibilidade precisava ser avaliada. “A Capital está sendo prejudicada e não entendo porque não liberam a pista lateral?”, indagou. “Cadê os nossos governantes nesta hora?”, completou. Araújo ainda manifestou preocupação com o atraso da obra. “Não tem data para começar e muito menos para terminar”, disse. A partir do início dos trabalhos, a Infraero promete entregar a pista pronta em 240 dias.



O primeiro passo para diminuir a dependência do Aeroporto Internacional de Campo Grande o Governo do Estado já está dando!
Com o início da pavimentação do acesso ao Aeroporto Municipal Santa Maria, a infra-estrutura local ganhará muito sendo necessário a ligação por asfalto com a cidade devido ao tráfego de ambulâncias (UTI Aérea), Corpo de Bombeiros, Táxis e veículos de apoio.
 
Paulenir de Barros em 17/09/2013 10:10:29
O tempo de vôo entre São Paulo e Campo Grande é menor que o desembarque e táxi até o centro da cidade, motivo táxi, fila e saguão de desembarque restrito espaço de atendimento e absurdo das taxas de embarque cobradas no mesmo preço de aeroportos maiores e mais estruturados. Lembrem-se que a reforma será somente na pista e não na estrutura do prédio e adjacências do aeroporto. As empresas de aviação descarregam os passageiros no meio da pista não oferecem adequado atendimento às senhoras que carregam seus filhos no colo no meio de máquinas de transporte. Quanto custa o funcionário para trabalhar à noite no aeroporto ? Quem é o político que deu esta absurda idéia de reformar uma pista de pouso e deixar a outra do lado para os quero quero ? Vai melhorar a tesoura de vento de cauda no pouso ?
 
Carlos Alberto Catalani em 17/09/2013 09:55:27
Já não bastasse a "vergonha" que é o nosso ultrapassado aeroporto e com péssimo serviço de transporte dos passageiros (táxi e o inexistente serviço de ônibus urbano), vem agora esse ABSURDO INEXPLICÁVEL de fechamento da pista principal e o caos que isso provocou para os passageiros. Mais absurdo ainda é saber por palavras de próprios pilotos que a pista auxiliar, paralela à principal poderia ser normalmente utilizada, pois isso é padrão internacional. Pergunta-se agora por que essa decisão de fechar a pista principal, diminuindo mais ainda a oferta de vôos, com a conseqüência óbvia de reajuste das passagens? Quem está lucrando com essa situação? Com certeza, não são os passageiros, ficam com menos opções ainda de transporte. Transporte, aliás, "PADRÃO FIFA"....
 
Paulo Roberto em 17/09/2013 07:47:12
Para "acabar" com a dependência da INFRAERO, o Governo do Estado deveria investir na ampliação e adequação do Aeroporto Municipal Santa Maria para receber vôos comerciais!
É comum nos EUA as cidades do porte de Campo Grande ter Aeroportos municipais como os principais da cidade.
 
Paulenir de Barros em 17/09/2013 00:36:22
Sabe por que os governantes não fazem nada? Porque qualquer coisa eles usam aviões da FAB, ou alugam jatinhos e entra na cota do gabinete, o Bernal não resolve nada porque ele não sai do facebook. Os vereadores não fazem nada porque estão tentando liminares para garantir seus cargos e tentando derrubar o Bernal, o André não faz nada porque esse ai depois que virou governador não fez nada, e assim a população caminha sofrendo. Isso é uma vergonha, já começou a novela dos editais, das licitações, no final o custo já terá sido o triplo, o serviço uma porcaria e muita gente rica por ai.
 
Rafael Santos em 16/09/2013 23:19:50
O Estado de MS começou a desenvolver-se, e já começa a enfrentar esse problema, espantado os empresários do nosso Estado, e pior que a obra do aeroporto nem começou, mostra um descaso da Infraero com a Nossa Capital e com o nosso Estado. Gostaria de ver os representantes do Poder Público do MS defendendo o nosso Estado, mas estão inerte aos problemas que estamos passando.
 
Luiz Antonio Trombini Mantovani em 16/09/2013 21:10:32
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