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Capital

Empresários é que vão decidir sobre "passaporte da vacina", diz prefeito

Cadeia produtiva de eventos é responsável por R$ 1,2 bilhão movimentado por ano na cidade

Por Nyelder Rodrigues e Caroline Maldonado | 16/09/2021 12:25
Empresários reunidos no gabinete do prefeito para discutir regras de biossegurança em Campo Grande (Foto: Caroline Maldonado)
Empresários reunidos no gabinete do prefeito para discutir regras de biossegurança em Campo Grande (Foto: Caroline Maldonado)

Antes de iniciar a reunião com representantes do comércio e do setor de eventos de Campo Grande, o prefeito Marquinhos Trad (PSD) revelou que a cobrança do comprovante de vacinação, apelidado até aqui como "passaporte da vacina", vai depender dos próprios donos de estabelecimentos da Capital.

O encontro acontece neste final de manhã no gabinete do prefeito, no Paço Municipal, e deve definir a minuta do decreto com as novas regras de biossegurança para comércio e eventos na capital sul-mato-grossense - a publicação deve ocorrer em edição extra do Diogrande de hoje ou na edição regular de amanhã (17).

"Cobrar ou não cartão de vacina para eventos ficará a critérios de vocês", disse o prefeito se dirigindo aos empresários sentados ao seu lado no gabinete. "O que eu tenho ouvido de muitas pessoas é que vão preferir ir em locais que peçam o cartão", completou Marquinhos, fazendo sugestão para o setor.

Entre as novas regras, já antecipadas pela reportagem do Campo Grande News, está a liberação para que a lotação dos comércios e espaços de eventos na Capital volte a ser de 100% - atualmente é de 50%. "Tem que ter bom senso de não deixar pessoas aglomeradas", frisa o prefeito ao falar sobre o fim da restrição.

A exigência do álcool em gel ou líquido com grau 70 na porta dos estabelecimentos continua, contudo, a aferição de temperatura dos clientes não será mais obrigatória. O uso de máscara de proteção continuará sendo exigida.

"Ficou claro que aferição de temperatura é inócua. Só 0,01% estavam com febre nos shoppings", conta o presidente da CDL (Câmara de Dirigentes Lojistas) de Campo Grande, Adelaido Vila, um dos participantes do encontro com o prefeito.

Ele ainda revela que anualmente o setor de eventos é responsável por movimentar R$ 1,2 bilhão na Capital - número que representa 4% do PIB (Produto Interno Bruto) de Campo Grande, atualmente na casa dos R$ 29,1 bilhões.

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