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Campo Grande, Segunda-feira, 11 de Dezembro de 2017

16/09/2014 11:31

Enersul ameaça cortar luz da 3ª favela e moradores bloqueiam ruas

Edivaldo Bitencourt e Renan Nucci
Moradores bloquearam vias na Favela Bálsamo, no Conjunto Mário Covas (Foto: Marcos Ermínio)Moradores bloquearam vias na Favela Bálsamo, no Conjunto Mário Covas (Foto: Marcos Ermínio)
Esta é a terceira favela alvo das ações contra gatos da Enersul (Foto: Marcos Ermínio)Esta é a terceira favela alvo das ações contra gatos da Enersul (Foto: Marcos Ermínio)

Depois das favelas Cidade de Deus e Portelinha, equipes da Enersul (Empresa Energética de Mato Grosso do Sul) foram cortar, na manhã de hoje (16), a luz de mais uma área invadida na Capital. No entanto, o fornecimento de energia não foi suspenso porque os moradores da Favela Bálsamo, no Conjunto Mário Covas, bloquearam os acesso ao local e impediram a chegada das equipes.

É mais uma área em crise em Campo Grande. Cerca de 80 famílias vivem na Favela do Bálsamo, na saída para São Paulo, há quatro anos e aguardam a transferência para o Residencial José Maksoud, prevista para novembro deste ano.

De acordo com a dona de casa Camila Elias Gualberto, 27 anos, as famílias reagiram rapidamente e impediram o corte da energia. Seis viaturas da Enersul chegaram ao bairro para acabar com os gatos.

No entanto, ao contrário dos outros locais, eles querem pagar pela energia. Segundo o carpinteiro Maicom Ferreira dos Santos, 24, eles querem a instalação de padrões para que possam regularizar o fornecimento de luz. A Águas Guariroba, segundo o morador, regularizou e eles pagam pela água na favela.

Os moradores usaram galhos de árvores e pedaços de paus para bloquear a Rua Pacas, a única de acesso à favela, que fica às margens do Córrego Bálsamo. Eles ameaçam ampliar o bloqueio para as ruas Catiguá e Topógrafos, as duas principais da região, se tiverem a luz cortada.

Esta é a terceira favela alvo das ações contra gatos da Enersul. A primeira foi a Cidade de Deus, na saída para Sidrolândia, onde vivem 800 famílias. Elas fizeram protesto e o prefeito Gilmar Olarte (PP) enviou geradores para garantir o fornecimento de energia. A Enersul estima que os gatos custam R$ 8 mil por mês na favela.

A empresa também cortou a luz na Favela Portelinha, onde vivem 300 famílias. Elas também bloquearam as ruas e tiveram o fornecimento de luz restabelecido. O município assumiu a conta de luz na região.



Não entendo a briga desse povo, se não cortarem a luz hoje ou amanhã, vão cortar uma hora ou outra, no fim eles não vão ficar lá, por que tão insistindo tanto nisso. O melhor para ele mesmo seria procurar um lugar melhor para ficar. Infelizmente é assim, não votem mais no PT e boa sorte aí
 
Cyro Escobar Ribeiro Neto em 16/09/2014 12:17:04
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