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Capital

Erros se repetem todo dia no trânsito, mas sem a fiscalização da Agetran

Por Filipe Prado | 23/11/2013 08:36
Fran explica que parou em frente a rampa pois é reservado para clientes da farmácia onde ela iria. (Foto: Cléber Gellio)
Fran explica que parou em frente a rampa pois é reservado para clientes da farmácia onde ela iria. (Foto: Cléber Gellio)

Com o movimento das ruas em caos, muitos motoristas não respeitam as sinalizações de trânsito e infringem muitas leis. Pedestres e motoristas reclamam do desrespeito às leis de trânsito e da falta de fiscalização por parte dos órgãos competentes, como a Agetran (Agência Municipal de Transporte e Trânsito).

Em alguns pontos da cidade, a incidência de infrações é maior. No cruzamento da Avenida Presidente Ernesto Geisel com a Avenida João Pires, nos horários de pico, os motoristas fecham o cruzamento. “Aqui é péssimo, todos os dias acontece este caos”, comenta o motorista Pedro Sobrinho, 58 anos.

Susete Maria de Oliveira, 48, dona de uma empresa próxima ao cruzamento, comenta que a região registra muitos acidentes. “Sempre acontece alguma batida por aqui, bastante discussão também. Muitos não respeitam a faixa de pedestres e sempre fecham o cruzamento”.

Ela explica que todos os dias acontecem o fechamento do cruzamento, mas é pior nos feriados. “É sempre assim, quando tem feriado na sexta-feira, fica muito pior. Venho de carro para o trabalha, e às vezes, tenho que desviar dessa rua para poder chegar aqui”, relata Susete.

Já na Avenida Afonso Pena, a infração que mais chama a atenção é a da obstrução a rampa de acesso para cadeirantes. Muitos carros param em frente ao espaço destinado aos deficientes, como a paulista Fran Silva, 30. “Eu vim na farmácia aqui, eles me orientaram a parar aqui neste local. Falaram que eu poderia ficar 15 minutos com o pisca ligado, que era da farmácia”, justificou-se.

Mas a gerente da farmácia, que não quis se identificar, explica que o estacionamento deles não afeta a rampa. “Nosso estacionamento todo pega a faixa branca, não fica em frente à calçada rebaixada. Mas todos os carros acabam parando em frente à entrada dos cadeirantes, por isso sempre orientamos os motoristas, pois a polícia pode multa-los”, explica.

Eles também relataram que os taxistas, que estacionam próximo ao local, para muito a frente do estacionamento deles, fazendo com que os motoristas parem em frente ao acesso dos cadeirantes. “Os táxis também avançam um pouquinho no local, isso faz com que as pessoas parem aqui na frente também. Esses dias eu tive que vir à farmácia, no período da noite, e não consegui estacionar no nosso estacionamento, pois tinha carro aqui”, comenta a gerente.

Em todos estes pontos não há fiscalização da Agetran.

Moradores reclamam que todos os dias acontece esse caos nas avenidas (Foto: Cléber Gellio)
Moradores reclamam que todos os dias acontece esse caos nas avenidas (Foto: Cléber Gellio)
Por conta do grande fluxo, motorista acabam fechando o cruzamento (Foto: Cléber Gellio)
Por conta do grande fluxo, motorista acabam fechando o cruzamento (Foto: Cléber Gellio)
Motorista trafega em faixa exclusiva para ônibus, táxis e veículos de emergência (Foto: Cléber Gellio)
Motorista trafega em faixa exclusiva para ônibus, táxis e veículos de emergência (Foto: Cléber Gellio)
Motociclistas percorrem a avenida Ernesto Geisel com a viseira levantada (Foto: Cléber Gellio)
Motociclistas percorrem a avenida Ernesto Geisel com a viseira levantada (Foto: Cléber Gellio)
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