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Campo Grande, Domingo, 23 de Setembro de 2018

11/04/2018 09:13

Escola estima em R$ 40 mil prejuízo em avião que bateu em capivara

Direção afirma que tão logo os danos sejam calculados com exatidão vai cobrar ressarcimento da Infraero

Ricardo Campos Jr.
Avião parado às margens da pista depois de atingir capivara (Foto: Direto das Ruas)Avião parado às margens da pista depois de atingir capivara (Foto: Direto das Ruas)

A escola de aviação Fly Company estima em pelo menos R$ 40 mil os prejuízos com a aeronave que atingiu uma capivara no Aeroporto de Campo Grande nessa terça-feira (10). A diretora da empresa, Delci Pazzinato, afirma que cobrará ressarcimento da Infraero (Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária) pelos danos.

Ela vai esperar o Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos) periciar e liberar o aparelho para calcular com exatidão os valores do conserto. A cifra preliminar foi baseada nas avarias já conhecidas: trem de pouso e asa quebrada.

O acidente aconteceu no momento da decolagem durante uma instrução de voo. Apenas um professor e uma aluna ocupavam o Cesna 150.

“Eles já tinham acabado de levantar do solo. Bateram e na hora não sabiam em que. A aeronave desgovernou e foi deslizando até parar no gramado. Se eles tivesse pegado a capivara na hora da corrida na pista, com pneu no chão e toda a potência, poderiam ter morrido”, afirma Delci.

Nenhuma das vítimas se feriu. O instrutor só descobriu que o acidente havia sido causado pela capivara quando a viu em cima da caminhonete da Infraero. “Ela estava na pista de aviões comerciais. Poderia ter sido um jato de passageiros”, afirma a diretora.

Delci diz que não foi a primeira vez que um animal foi visto perto da pista do aeroporto. “Há relatos de tatu, tamanduá e vários outros que os pilotos viram. É responsabilidade da Infraero manter a segurança. Esses bichos vêm da base aérea. Nós pagamos o pato e agora vamos tomar providências”.

Segundo a diretora, a Fly Company tem outro Cesta 150 que está passando por reforma, um Cesna 172 e um Cenica 2, estes últimos operando normalmente. Porém, com um aparelho a menos a escala das aulas com certeza ficará prejudicada.

Para evitar o problema, segundo ela, é necessário construir uma mureta que impeça os animais de acessarem o aeródromo.

O Campo Grande News tentou contato com a Infraero e com o Cenipa, mas até a publicação desta reportagem nenhum dos órgãos havia retornado.



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