Fábrica de celulose em MS avança com içamento de caldeira
Maquinário é responsável pela geração de energia, e instalação leva projeto da Arauco a 55% de execução
O canteiro de obras da maior fábrica de celulose do país, em construção pela Arauco, em Inocência, a 331 quilômetros de Campo Grande, avançou mais uma etapa na última quinta-feira (30) com o içamento da caldeira de força, um dos principais equipamentos da planta industrial.
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A Arauco içou a caldeira de força da maior fábrica de celulose do país, em construção em Inocência, a 331 km de Campo Grande. O Projeto Sucuriú, com 55% de execução e 13 mil trabalhadores, recebe investimento de R$ 25 bilhões e prevê início das operações em 2027, com capacidade de 3,5 milhões de toneladas anuais. O escoamento será feito por ferrovia até o Porto de Santos, com ramal de 45 km e investimento de R$ 2,4 bilhões.
O içamento começou nas primeiras horas da manhã e terminou por volta do meio-dia, durando cerca de quatro horas. A Enesa Engenharia conduziu o procedimento, que envolveu o uso de um guindaste com capacidade superior a 500 toneladas, devido ao porte e à complexidade da estrutura.
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O avanço marca um novo estágio do Projeto Sucuriú, que já alcança cerca de 55% de execução. Atualmente, aproximadamente 13 mil trabalhadores atuam no canteiro de obras - número que supera a população estimada do município, de cerca de 8,4 mil habitantes.
Com investimento superior a R$ 25 bilhões, o empreendimento pretende consolidar a unidade como a maior fábrica de celulose de linha única do mundo. A previsão é de que as operações tenham início no final de 2027, com capacidade de produção anual de 3,5 milhões de toneladas de celulose de fibra curta.
Na área logística, o escoamento da produção será feito majoritariamente por ferrovia, com destino ao Porto de Santos, em São Paulo. Conforme já noticiado pelo Campo Grande News, o transporte utilizará a Malha Norte, operada pela Rumo, e contará com um novo ramal ferroviário em construção no âmbito do projeto.
Com 45 quilômetros de extensão, o trecho ligará a planta ao sistema ferroviário em Aparecida do Taboado e terá capacidade para movimentar até 9,6 mil toneladas por composição.
Para viabilizar a estrutura, a Arauco investe cerca de R$ 2,4 bilhões na chamada “shortline”, que será integrada à malha existente. A operação logística está projetada para escoar toda a produção da fábrica, com uso de 26 locomotivas e 721 vagões até 2027.
Com informações do jornal Perfil News
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