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Campo Grande, Terça-feira, 12 de Dezembro de 2017

25/05/2016 20:12

Estamos sofrendo uma perseguição implacável, diz Olarte sobre despejo de igreja

Michel Faustino
Gilmar Olarte mostrando termo de permissão para usar a área. (Foto: Simão Nogueira)Gilmar Olarte mostrando termo de permissão para usar a área. (Foto: Simão Nogueira)

O vice-prefeito afastado Gilmar Olarte (Pros) afirmou no início da noite desta quarta-feira (25) que o pedido de reintegração de posse da área onde fica a igreja Assembleia de Deus – Nova Aliança do Brasil, a qual ele é fundador, seria uma retaliação por parte do prefeito Alcides Bernal (PP). “É uma perseguição implacável, não só política, mas contra a classe evangélica”, comentou.

O ex-vice prefeito compareceu a sede da igreja, que fica no bairro Cophamat, pouco tempo depois da reintegração de posse decretada liminarmente pelo juiz da 4ª Vara de Fazenda Pública e Registros Públicos José Ale Ahmad Netto ser suspensa até segunda-feira, dia 30.

Na ação a Prefeitura alegou que a igreja ocupa irregularmente a área pública. Em agosto de 2008 o município concedeu autorização para que a área fosse ocupada com a construção de creches, capela, quadra de esporte e sala de aula.

Entretanto em 2012 o MPE (Ministério Público Estadual) entrou com ação e a Justiça anulou a autorização de uso. De acordo com a Procuradoria-Geral do Município, em fevereiro deste ano a igreja foi notificada para desocupar o local, mas como não atendeu a determinação no prazo de 15 dias, foi solicitada a concessão de liminar de reintegração de posse.

Olarte afirmou que a igreja tem um papel importante de reintegração social. “antes essa área era um antro de prostituição. Dezenas de usuários de drogas viviam por aqui e os trabalhos sociais aqui desenvolvidos ajudaram a mudar essa realidade', disse.

Para Olarte, a Prefeitura teria omitido decisão recente do juiz Marcelo Ivo de Oliveira, da 1ª Vara de Direitos Difusos, Coletivos e Individuais, que corre no TJMS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul).

“ A PGM (Procuradoria Geral do Município) omitiu essa informação ao juiz José Ale Ahmad Netto. Isso está sendo tratado lá (TJMS) e não poderia voltar a primeira instância”, diz

Segundo Olarte, a decisão proferida pelo juiz José Ale foi contestada e aguarda manifestação ainda nesta quarta-feira. “ A petição foi atravessada e estamos aguardando a decisão”, disse.

O mandado de reintegração de posse é contra também Jessimiel Luiz Pissurna Azevedo, que estaria ocupando a área junto com a igreja comandada por Gilmar Olarte.



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