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Campo Grande, Segunda-feira, 11 de Dezembro de 2017

17/09/2012 13:55

Estudante morta pode ser 5ª vítima da dengue este ano em MS

Francisco Júnior
Resultado de exame que vai detectar causa da morte de Laura Mattos vai ser divulgado hoje de tarde. (Foto: divulgação)Resultado de exame que vai detectar causa da morte de Laura Mattos vai ser divulgado hoje de tarde. (Foto: divulgação)

A estudante que morreu no fim de semana em Campo Grande com suspeita de dengue hemorrágica pode ser a quinta vítima deste ano da doença. Conforme a Secretaria, morreram este ano quatro pessoas por dengue.

Destas mortes uma foi registrada em Corumbá, Três Lagoas e duas em Campo Grande.

Embora a suspeita seja de que a estudante tenha sido vítima do tipo 4 da doença, não vai haver confirmação disso. É que o exame que vai detectar se foi mesmo dengue a causa da morte da universitária Laura Mattos, de 21 anos, não vai apontar qual o tipo da doença. A informação é da diretora do Lacen (Laboratório Central), Suely Antonialli.

De acordo com a médica, para a detecção do tipo da dengue era necessário um exame necroscópico, procedimento, que segundo ela, não foi autorizado pela família da jovem. “Exame para saber qual é o tipo de vírus, tem que ser feito até o quinto dia do início dos sintomas”, explica a especialista.

Conforme Antonialli, o resultado do exame para saber se foi dengue que provocou a morte de Laura vai ficar pronto no início da tarde desta segunda-feira (17).

A estudante morreu na manhã deste domingo. Ela estava internada desde o dia 14 deste mês no hospital El Kadri. Familiares relataram que os sintomas começaram a aparecer no dia 8, com febre leve.

A jovem logo depois apresentou diarréia e vômito, além de dores abdominais. Por três vezes Laura foi até uma unidade de posto de saúde, depois procurou por duas vezes um hospital particular, mas só na quinta-feira (13), quando já estava com quadro de desidratação grave, foi atendida no consultório de um médico particular e internada no hospital. Na sexta-feira sofreu convulsões e foi transferida para o CTI (Centro de Terapia Intensiva), onde permaneceu até ontem.

No velório, familiares e amigos se mostraram indignados com a morte precoce da estudante. “Todo mundo está abalado e revoltado por não chegar a um diagnostico, pela demora no atendimento. Estão querendo abafar, mas a gente está sabendo que este é o segundo caso de dengue”, desabafa a prima da jovem, Fabíola Mattos.

Ela lembra com carinho de Laura, que cursava o 3º ano do curso de Odontologia na UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul). “O sonho dela era fazer odontologia. Ela amava o curso”, conta.

Colegas do curso prestaram uma homenagem durante o velório da estudante. Todos estavam vestidos de branco e com rodas brancas nas mãos. O enterro aconteceu nesta manhã no cemitério Parque das Primaveras.

Números – Último boletim epidemiológico divulgado pela Secretaria Estadual de Saúde aponta que este ano foram 4.522 casos notificados em Campo Grande. Em todo o estado, já foram registradas 10.490 notificações.

Os casos de dengue tipo quatro representam 27,8% das confirmações da doença registradas no primeiro quadrimestre deste ano em comparação ao mesmo período do ano passado, aponta pesquisa do Ministério da Saúde.

O quadro de isolamento viral do levantamento, de contabiliza 366 casos do Estado enviados neste ano, 79 foram positivos, o que representa 21%.

Especialistas não consideram o vírus tipo 4 mais agressivo que os outros. A diferença está na imunidade. Como o vírus ainda não circulou pelo Estado, a população não tem resistência para a doença. Quanto aos sintomas, o tipo 4 não é mais agressivo do que os já existentes.



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