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Campo Grande, Sexta-feira, 15 de Dezembro de 2017

08/07/2013 17:30

Ex-diretor diz que tentativa de protelar chegada de aparelho é por alto custo

Evelyn Souza e Jéssica Benitez
Funcionários do HR assistiram o depoimento. (Foto: Jéssica Benitez)Funcionários do HR assistiram o depoimento. (Foto: Jéssica Benitez)

O Hospital Regional terá um acelerador linear para o tratamento de radioterapia e o atendimento deve começar até 2014. A informação foi repassada na tarde de hoje pelo ex-diretor do hospital, Ronaldo Queiroz, durante depoimento à CPI da Saúde, da Assembleia Legislativa.

Durante a audiência, que durou mais de três horas, Ronaldo tentou justificar o motivo da tentativa da ex-secretária Beatriz Dobashi de protelar a chegada dos equipamentos, conforme gravações telefônicas divulgadas na semana passada e que provocou a exoneração dela.

O ex-diretor lembrou que o Ministério da Saúde investiu mais de 500 milhões de dólares na aquisição dos equipamentos. Segundo ele, a contrapartida dos estados que irão receber o acelerador, será através de investimentos no setor de Recursos Humanos, com a contratação de funcionários que irão atuar nos setores de radioterapia.

“Por isso a Dobashi estava esperando mais tempo. As gravações divulgadas foram editadas para induzir a população”, disse o ex-diretor que pediu afastamento do cargo no último dia 8, também em decorrência das gravações envolvendo a ex-secretária estadual de Saúde.

Enquanto o acelerador não chega, os pacientes do serviço de radiologia serão encaminhados para Central de Regulação e enviados para tratamento no Hospital do Câncer ou na Neorad, que cumpre tabela do SUS (Sistema Único de Saúde).

Em relação a prestação de serviço, Ronaldo disse que o Hospital Regional conta com 1.600 funcionários e que nenhum é terceirizado. Ele apresentou todas as cópias dos contratos de terceirização de serviços e equipamentos. 

Segundo ele, a fonte de renda do hospital hoje é de 2,3 milhões do Governo Federal, 2 milhões do Governo Estadual e 1,5 milhões de programas que eles aderiram do Governo Federal. "O município não contribui, sendo que 90% do serviço prestado é para a população de Campo Grande", disse.

Quando foi questionado pelos parlamentares sobre sua relação com a Operação Sangue Frio, Ronaldo se colocou a disposição das investigações, inclusive com abertura de sigilo bancário e telefônico. “O juiz Dalton Igor Kita, da 5ª vara federal disse que não há qualquer elemento que caracterize a minha participação nesse esquema”, reforçou.

Durante a CPI, Ronaldo disse que o Hospital Regional conta com 370 leitos, sendo que 340 são habilitados pelo SUS e 80 são de UTI adulto e infantil. 

Ele também informou que foi convocado pelo Ministério da Saúde para participar de uma reunião com o Inca (Instituto Nacional do Câncer), na próxima sexta-feira (12).

Funcionários do Hospital Regional acompanharam a oitiva, com faixas e cartazes.

Nesse momento, o ex-diretor do Hospital Universitário, José Carlos Dorsa, presta depoimento na CPI.

 



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