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Campo Grande, Quarta-feira, 13 de Dezembro de 2017

14/02/2013 10:17

Fábrica vai à falência e deixa para trás focos da dengue e abandono

Luciana Brazil
Bandeja de alimentos esquecida em área de empresa. Bandeja de alimentos esquecida em área de empresa.
Copo plástico com água acumulada representa risco. Copo plástico com água acumulada representa risco.

Se um terreno abandonado já causa transtornos, imagine três terrenos em um só lugar. Na avenida Bandeirantes, em Campo Grande, o que restou de uma fábrica de artefatos de cimento se transformou em abandono e muitos, muitos focos da dengue. Um pequeno imóvel construído nos terrenos, que deveria acolher a parte administrativa da empresa, serve hoje apenas como abrigo para usuários de drogas.

Os três terrenos se resumem a um grave problema de saúde pública. Em meio a uma epidemia de dengue no município, com mais de 25 mil casos, nenhum responsável pelo local parece ter ciência da seriedade da situação. Ao recorrer ao poder público, a única resposta que o vizinho ao terreno conseguiu foi se deparar com um jogo de empurra-empurra.

A empresa falida chamava-se Artefatos de Cimento Nossa Senhora Aparecida.

“A gente liga para o CCZ (Centro de Controle de Zoonoses), dizem que a responsabilidade é da Semadur (Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desencolvimento Urbano). A Secretaria até hoje não apareceu por aqui”, conta João Lopes de Freitas gerente da garagem de carros vizinha a antiga fábrica.

Segundo ele, o sentimento é de impotência diante de uma questão que parece não ter culpado. “Já tentei encontrar o responsável pela empresa, mas não consegui”, lamenta.

Segundo o gerente, um funcionário da garagem teve dengue há alguns dias. “Ele fica lá frente da loja e fica exposto”. João mostra as anotações das ligações feitas ao CCZ e a Semadur. Nos primeiros dias de janeiro aconteceram as primeiras tentativas e até agora não houve retorno. “A gente pode perder a vida por causa do desleixo de outros”, reclama.

O gerente lembra que o terreno está abandonado há mais de um ano. O dono da fábrica, segundo João, era um senhor de idade que morreu pouco antes da fábrica ir à falência. “A filha chegou a vir pra cá, mas não deu certo”.

A equipe de reportagem entrou em contato com o responsável pelo terreno. Identificado apenas como Paulo, ele não quis dar informações. Ele afirmou ser médico e estar no meio de uma consulta.

Empresa fechada virou risco para vizinhos. Empresa fechada virou risco para vizinhos.
Hoje pela manhã um homem dormia no local. (Foto:Pedro Peralta)Hoje pela manhã um homem dormia no local. (Foto:Pedro Peralta)
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E ainda tentam jogar a culpa pela epidemia nos vasos de plantas dentro das casas! Deixem de hipocrisia e limpem esses terrenos imundos e quintais cheios de lixo espalhados pela cidade.
 
Gustavo Barrocas em 15/02/2013 11:16:35
Vou da uma ideia para resolver este impasse ou melhor, dois impasse!! Leva o povo que esta acampado no lixão para armar suas barracas neste terreno, já já aparece o dono do terreno, daí como a justiça é lenta vai demorar um longo tempo dando assim a aoportunidade do cidadão da periferia morar no centro da cidade. O que acham da ideia??
 
Claudio Vieira em 14/02/2013 23:11:30
E onde está a atuação constante prometida pelo Sr. Prefeito?
 
Jéssica Santos em 14/02/2013 11:02:53
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