Estudo de fechar unidade de saúde preocupa Conselho de Saúde; Sesau nega projeto
De acordo com a entidade a Prefeitura pretende reorganizar 19 estruturas
O Conselho Municipal de Saúde de Campo Grande é contrário à redução da saúde de Campo Grande. Em nota, a entidade afirmou ter recebido com “extrema preocupação” a informação de que a Prefeitura de Campo Grande estuda o fechamento de duas unidades de urgência, dois CRSs (Centros Regionais de Saúde) e outras 15 unidades de saúde da família.
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A situação foi exposta pelo vereador e ex-líder da prefeitura na Câmara, Maicon Nogueira (PP), na sessão desta quinta-feira (14). Ao Campo Grande News, ele afirmou que questionou o titular da Sesau (Secretaria Municipal de Saúde Pública), Marcelo Vilela, durante uma reunião a portas fechadas.
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"Fiz a pergunta porque recebi denúncia de servidores que estão preocupados com essa possibilidade. E ele respondeu que estão fazendo um estudo para cumprir decisões judiciais relacionadas a estrutura precária de algumas unidades", disse.
Em nota, o Conselho afirma que não foi oficialmente comunicado sobre o estudo. "Se essa informação se confirmar, trata-se de uma medida gravíssima, que pode representar redução concreta do acesso da população aos serviços públicos de saúde", afirmou. "Qualquer proposta que envolva fechamento, reorganização ou redução da oferta de serviços de saúde precisa ser debatida com transparência, com apresentação de dados, impacto sobre os usuários, trabalhadores e territórios, e, sobretudo, passar pelo controle social", completou a nota.
Diante da possibilidade a entidade ainda afirmou que irá solicitar "informações oficiais à Secretaria Municipal de Saúde, incluindo quais unidades estariam sendo avaliadas, quais critérios estão sendo utilizados, quais estudos embasam essa possibilidade".
Ao Campo Grande News, a Sesau negou a existência do estudo. "A Secretaria Municipal de Saúde informa que não há qualquer projeto ou medida em andamento para fechamento de unidades de saúde da Rede Municipal", disse em nota.
Apesar de negar a existência do estudo, a reorganização com fechamento de unidades é defendida publicamente pelo secretário. Ele argumenta que o modelo de expansão adotado ao longo dos anos tornou a gestão mais onerosa. “A sociedade tem que entender que a gente tem uma rede que a gente não consegue suprir. O dinheiro não dá”, disse em abril deste ano.
Vilela também criticou a quantidade de unidades em funcionamento e defendeu uma reorganização da rede. “Hoje a gente está com 70 unidades básicas de saúde. Você não consegue fazer uma boa gestão se não fizer eficiência do recurso”, afirmou.
Segundo Vilela, o custo mensal das unidades de urgência e emergência também pressiona o orçamento. “Cada unidade dessa gasta no mínimo R$ 1,2 milhão por mês. E mesmo assim a gente ainda é cobrado porque o atendimento não chega como deveria”, declarou.
No último mês o secretário já indicava que a solução pode passar pela redução do número de unidades, com concentração dos atendimentos. “Se você concentra conforme manda a política pública, você consegue atender melhor. Eu preciso diminuir para melhorar a eficiência”, disse.
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