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Campo Grande, Quarta-feira, 13 de Dezembro de 2017

25/09/2015 15:37

Falsos funcionários da Gerdau e DNIT deram golpes de R$ 48 mil no Estado

Edivaldo Bitencourt e Alan Diógenes
Ademir é acusado de dar o Golpe do Ferro em empresários de MS (Foto: Marcos Ermínio)Ademir é acusado de dar o "Golpe do Ferro" em empresários de MS (Foto: Marcos Ermínio)
Delegada contou como grupo criminoso agia para fazer vítimas (Foto: Marcos Ermínio)Delegada contou como grupo criminoso agia para fazer vítimas (Foto: Marcos Ermínio)

Integrantes de uma quadrilha são acusados de se passar por funcionários do DNIT (Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes) e da Gerdau para dar o “Golpe do Ferro” e causar prejuízos de R$ 48 mil para comerciantes de São Gabriel do Oeste e Coxim. Dois dos quatro integrantes foram presos pela Deco (Delegacia Especializada de Combate ao Crime Organizado).

Thiago Henrique Martins Anício, 30 anos, e Ademir Cândido de Jesus, 62, foram presos ao retornar de Goiás, onde também tentaram aplicar o golpe, segundo a delegada Ana Cláudia Medina, titular da Deco.

Conforme as investigações da polícia, Thiago contatou os comerciantes e prometeu vender 20 toneladas de barras de ferro de ponta de estoque da Gerdau. Ele levou as vítimas para o pátio da empresa, mostrou um caminhão sendo carregado e as levou até um posto de saúde no Bairro Amambaí, onde ocorreu o grupo aplicou o golpe.

Segundo a delegada, após o pagamento de R$ 48 mil, a dupla decidiu sair da sala e sumiu. Um pediu licença para ir ao banheiro e o outro foi para os fundos.

Para dar credibilidade ao golpe, os acusados usavam crachás do órgão federal e da companhia. Eles usaram o estacionamento da Gerdau para mostrar as barras de ferro, que supostamente seriam vendidas.

Ademir e Thiago estava morando em Campo Grande, mas são acusados de aplicar golpes semelhantes em vários estados, como Maranhão, Tocantins, Mato Grosso, Goiás, Paraná, São Paulo e Distrito Federal.

Ademir, de acordo com a polícia, já foi preso em 2010 pelo mesmo crime. Ele e o companheiro foram indiciados por estelionato e associação criminosa. Outros dois integrantes foram identificados e já tiveram a prisão preventiva decretada pela Justiça.

Thiago e Ademir usavam até crachás de empres e do DNIT (Foto; Marcos Ermínio)Thiago e Ademir usavam até crachás de empres e do DNIT (Foto; Marcos Ermínio)
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