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Capital

Falta de documentação emperra liberação de corpo de bebê assassinado

Sem ter registrado a filha, pai aguarda chegada da avó materna da criança para apresentar certidão

Por Liniker Ribeiro | 24/06/2021 16:03
Fachada do IMOL, em Campo Grande. (Foto: KIsie Ainoã)
Fachada do IMOL, em Campo Grande. (Foto: KIsie Ainoã)

Prestes a completar 48 horas da confirmação da morte da bebê Melany, de 5 meses, afogada pela mãe Gabrieli Paes, de 21 anos, na última terça-feira (22), a não apresentação de documentos por parte da família impede a liberação do corpo, de acordo com o Imol (Instituto Médico e Odontológico Legal).

“Até o presente momento, a família não apresentou Certidão de Nascimento, Carteira de Identidade ou qualquer outro documento de identificação da criança, os quais são obrigatórios para a confecção de certidão de óbito e liberação do corpo”, afirmou o instituto, em nota.

À reportagem, pai da menina, o eletricista Fábio Costa Souza, de 40 anos, afirmou que, como a criança não havia sido registrada em teu nome, é preciso aguardar a chegada da avó materna, que mora em uma propriedade rural, para apresentar a documentação necessária. “A Melany tem toda a documentação, estou só esperando a avó dela chegar, já vamos resolver isso”, declarou.

Para Fábio, ainda mais difícil tem sido entender a motivação do crime. “Não consigo entender essa situação. Não sei se ela estava louca, com algum problema, algum distúrbio ou se ela é ruim mesmo. É muito triste tentar entender isso. É complicado. Agora eu quero fazer a correria para ver se eu consigo sepultar a minha filha”.

Presa – Gabrieli, que confessou a morte da filha, ficará presa por tempo indeterminado. Nesta quinta-feira (24), a mãe de Melany passou por audiência de custódia, ocasião em que a May Melke Amaral Penteado Siravegna  decidiu por converter o flagrante em prisão preventiva.

Falou que no dia em que vacinou a filha, descobriu que ela tinha o "chip da besta" na cabeça e queria tirar isso da criança. A jovem confessou ter matado a criança em uma bica d'água que servia de chuveiro, na casa onde morava com o bebê, na Vila Bandeirantes.

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