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Campo Grande, Sábado, 16 de Dezembro de 2017

07/06/2016 12:20

Falta de repasse causa temor em funcionários sobre pagamento de salário

Prefeitura não depositou cerca de R$ 6 milhões referentes à remuneração

Mayara Bueno
Prefeitura de Campo Grande. (Foto: Arquivo)Prefeitura de Campo Grande. (Foto: Arquivo)

Funcionários da Prefeitura ligados à Omep (Organização Mundial pela Educação Pré-Escolar) e Seleta Sociedade Caritativa e Humanitária reclamam que, até agora, o repasse do Município para as entidades efetivarem o pagamento da remuneração do mês ainda não foi depositado e, com isso, não há previsão de quando o salário cairá na conta dos 4,3 mil contratados pelos convênios.

Embora ainda esteja dentro do prazo para efetivar os pagamentos, já que hoje é o quinto dia útil, as entidades não receberam o dinheiro da Prefeitura, cerca de R$ 6 milhões, referente ao pagamento dos salários de todos os contratados. Os trabalhadores atuam em creches e centros de assistência do Executivo Municipal.

Ao Campo Grande News, funcionários ligados aos contratos dizem que, em contato com a Prefeitura, a informação é que o pagamento estaria suspenso até que o secretário de Finanças, Disney Fernandes, retorne de viagem na quarta-feira (8), e também teria relação com ordem judicial de demitir os contratados pelos convênios. A reportagem entrou em contato com o Município para saber seu posicionamento, mas não recebeu resposta até o fechamento e publicação deste texto.

De acordo com o advogado que representa a Omep e a Seleta, Laudson Ortiz, o repasse do Executivo Municipal geralmente é feito do terceiro para o quarto dia útil e os pagamentos dos funcionários depositados no quinto dia. O problema é que agora o repasse não foi feito e, mesmo se acontecer hoje, somente amanhã os salários poderão ser depositadas nas contas dos trabalhadores.

O temor dos funcionários, bem como das entidades, é potencializado pelo fato de que Omep, Seleta e Prefeitura de Campo Grande vivem processo de rescisão de todos os funcionários ligados aos convênios, depois de decisão judicial. A determinação é resposta para a investigação do MPE-MS (Ministério Público Estadual de Mato Grosso do Sul), que apontou uma série de irregularidades nos contratos, como funcionários fantasmas e salários diferentes pagos para pessoas que exercem a mesma função, entre outras.



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