Família de Vanessa passa a atuar no processo e fala em confiança na Justiça
Manifestação ocorre após decisão que levou o réu Caio César Nascimento Pereira a júri popular por feminicídio
A assistência de acusação constituída pela família de Vanessa Ricarte passou a atuar formalmente no processo e afirmou confiar que a Justiça será feita e que a memória da jornalista será honrada. A manifestação ocorre após decisão da 1ª Vara do Tribunal do Júri de Campo Grande que pronunciou o músico Caio César Nascimento Pereira e o submeteu a júri popular pelo crime de feminicídio.
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O juiz Carlos Alberto Garcete de Almeida entendeu que há elementos suficientes para que o réu seja julgado pelo Tribunal do Júri, responsável por analisar crimes dolosos contra a vida. A decisão também manteve a prisão preventiva e reconheceu a materialidade do crime.
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Além do feminicídio, o processo inclui acusações de perseguição, violência psicológica e cárcere privado, que também serão submetidas à análise dos jurados. O magistrado destacou ainda a aplicação da perspectiva de gênero, com base em tratados internacionais e no Protocolo para Julgamento com Perspectiva de Gênero do CNJ (Conselho Nacional de Justiça).
A assistência de acusação é formada pelas advogadas Carla Carvalho, Herika Ratto e Jessica Pires. O grupo informou que ainda analisa a íntegra da decisão e os autos do processo, além de avaliar eventuais medidas jurídicas sobre pontos que não foram acolhidos integralmente.
O caso também envolve atuação do MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul), responsável pela denúncia inicial.
De acordo com a investigação, Vanessa Ricarte foi morta em 12 de fevereiro de 2025 após ser atacada a facadas. Ela havia procurado a Deam (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher), para registrar denúncia e solicitar medida protetiva contra o ex-noivo.
A ordem de proteção chegou a ser expedida, mas não foi cumprida antes do crime. Horas depois, ao retornar ao imóvel onde vivia para buscar pertences, acompanhada de um amigo, Vanessa foi atacada.
No interrogatório, o réu admitiu o homicídio, mas alegou ter agido por impulso após uma discussão, negando planejamento e afirmando não se lembrar da quantidade de golpes.
Com a decisão de pronúncia, o processo segue para julgamento pelo Tribunal do Júri, em data ainda não definida.
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