Riedel diz que ciência orienta políticas para o Pantanal e defende meio ambiente
Governador também afirmou que a ciência tem sido a base das decisões do Estado

O governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel (PP), voltou a defender que o meio ambiente deve ser visto como um ativo econômico durante a abertura da 3ª edição da Pantanal TechMS 2026, em Aquidauana, cidade a 141 quilômetros de Campo Grande.
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O governador Eduardo Riedel defendeu, na abertura da Pantanal TechMS 2026, em Aquidauana, que o meio ambiente deve ser tratado como ativo econômico, integrando produção e preservação. Ele citou o Pagamento por Serviços Ambientais e a lei de proteção ao Pantanal, aprovada por unanimidade, como exemplos dessa visão baseada em conhecimento científico para decisões mais assertivas sobre o bioma.
"A gente fica muitas vezes numa discussão, produção e preservação, quando na verdade nós estamos mostrando que aqui em Mato Grosso do Sul ambas as áreas tem muito a contribuir no desenvolvimento de maneira integrada", afirmou durante seu discurso, na manhã desta sexta-feira (3).
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"Balanço de carbono, vale. Biodiversidade, vale. Água, vale. E a partir do momento que a gente inserir esses parâmetros dentro da equação econômica, quem ganha é a preservação, é o bioma, é o próprio Pantanal", completou..
Riedel citou ainda o PSA (Pagamento por Serviços Ambientais) como exemplo de política pública construída com essa visão, remunerando produtores que contribuem para a conservação dos recursos naturais.
O progressista também afirmou que a ciência tem sido a base das decisões do Estado para o Pantanal. A lei de proteção ao bioma foi citada. "Eu não posso deixar de lembrar da lei do Pantanal, que, ao ser pensada, discutida e aprovada por unanimidade na Assembleia Legislativa, teve a sua gênese, a sua origem no conhecimento", apontou.
"Enquanto nós vivemos uma discussão muito virulenta, forte, de todos os lados, nós só temos que nos dar o conhecimento, aquilo que nos dá o rumo para poder tomar a decisão mais assertiva possível para a proteção, para a produção do bioma", completou.
Neste ano, o evento tem como novidade a realização do primeiro leilão presencial de bovinos excedentes da UEMS e de lotes de produtores rurais da região. Haverá também um pavilhão exclusivo dedicado à exposição de bovinos e equinos.
O secretário de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação, Artur Falcette, ressaltou que a feira reúne governo do estado, a iniciativa privada, produtores rurais e a universidade.
"A gente tem aqui nesse evento a capacidade de dialogar e trazer benefícios, desde o grande produtor rural, o grande pecuarista, até o produtor da agricultura familiar e as empresárias que trabalham com artesanato, com alimentos, com seus produtos".
Para o reitor da UEMS, Laércio Alves de Carvalho, o evento se consolida como um amplo painel de soluções em "inovação verde", unindo a pesquisa desenvolvida na academia às demandas reais do mercado.
"São várias pessoas que têm dificuldades, os pantaneiros, as pantaneiras, os quilombolas, os povos originários que moram no Pantanal. E isso é muito difícil, imagina só, ainda produzindo o Pantanal. Então, o Pantanal Tech traz aqui demandas e soluções para que a gente possa ter um ambiente e a gente possa ter mais pessoas cada vez melhor no Brasil e em outros estados como o Pantanal", disse.
A Pantanal Tech terá mais de 100 expositores, entre empreendedores da economia criativa, empresas do ramo pecuário, instituições parceiras e uma ampla praça gastronômica.
Já nas Vitrines Tecnológicas serão 27 áreas de demonstração prática. Neste espaço, os visitantes poderão conferir a aplicação de tecnologias como os sistemas de ILPF (Integração Lavoura-Pecuária-Floresta), manejo inteligente de aves, suínos, bovinos e peixes, modelos agroecológicos, e os mais recentes experimentos de conservação de solo e água.
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