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Capital

Família denuncia estágio e universidade rebate com decreto: serviço essencial

Anhanguera diz que clínica de fisioterapia pode abrir, segundo o decreto, porque saúde é serviço essencial

Por Paula Maciulevicius Brasil e Bruna Marques | 26/03/2021 11:02
Clínica mantém estágio presencial para atendimento de pacientes. (Foto: Henrique Kawaminami)
Clínica mantém estágio presencial para atendimento de pacientes. (Foto: Henrique Kawaminami)

Um comerciante de 38 anos que pediu para não ser identificado denunciou que a Universidade Anhanguera, na Avenida Gury Marques, manteve o estágio presencial dos alunos na clínica de fisioterapia da unidade.

Em contato com o Campo Grande News através do Direto das Ruas, o comerciante conta que é parente de aluno e que procurou inclusive a ouvidoria da universidade e os canais de denúncia do Estado para compartilhar. "Estou tentando falar com o disk denúncia do covid e o pessoal não está atendendo. Teria que ser somente EAD e lá está tendo aula presencial", diz indignado.

Ainda conforme relato do leitor, os acadêmicos vão de ônibus, o que justifica o pouco movimento de carros na unidade e que cada sala tem mantido cerca de cinco pessoas. "Abri protocolo na ouvidoria e falaram que vão mandar equipe lá, mas não passam horário", diz.

Universidade rebate que serviço de assistência a saúde é considerado essencial. (Foto: Henrique Kawaminami)
Universidade rebate que serviço de assistência a saúde é considerado essencial. (Foto: Henrique Kawaminami)

Questionada, a universidade informou que a clínica de fisioterapia manteve sim atendimento aos pacientes que não podem interromper o tratamento e que vem seguindo todas as diretrizes do decreto municipal que considera assistência a saúde, incluindo atendimento terapêutico, como serviço essencial, ou seja, pode funcionar.

"A atividade respeita um rígido protocolo de segurança conforme recomendado pela Organização Mundial de Saúde, com medidas de distanciamento, sanitização, janelas e portas abertas, além do uso obrigatório de máscaras e disponibilização de álcool em gel para a higienização de mãos e superfícies", respondeu a Anhanguera através da assessoria de imprensa.

A instituição também ressalta que as aulas teóricas permanecem sendo ministradas remotamente e as demais aulas práticas foram suspensas em respeito a determinação das autoridades públicas e que todas as decisões são pautadas tendo como prioridade a saúde dos colaboradores, estudantes e dos pacientes que são atendidos gratuitamente na unidade.

Ainda segundo a Anhanguera, a turma foi dividida em seis pessoas pela manhã e seis na parte da tarde para não interromper o acompanhamento dos pacientes.

Como denunciar - A Polícia Militar através do 190, está recebendo reclamações sobre desrespeito ao toque de recolher, por exemplo. Na Capital, o telefone é o 153 da Guarda Municipal.

Você também pode denunciar ao Campo Grande News por meio do canal Direto das Ruas, meio de interação do leitor com a redação. Quem tiver flagrantes, pode enviar pelo WhatsApp pelo número (67) 99669-9563. Clique aqui

Veja todas as atividades permitidas em decreto:

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