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Campo Grande, Sexta-feira, 15 de Dezembro de 2017

06/09/2011 16:57

Família admite que adolescente de 13 anos morto em acidente costumava pilotar moto

Paula Maciulevicius e Ana Paula Carvalho

Delegacia de Atendimento à Infância e Juventude afirma ter diariamente 5 adolescentes apreendidos por dirigir

No velório de menino de 13 anos, família conta que garoto andava de moto e pedia para que o pai corresse mais. (Foto: Simão Nogueira)No velório de menino de 13 anos, família conta que garoto andava de moto e pedia para que o pai corresse mais. (Foto: Simão Nogueira)

Pilotar “de vez em quando” a motocicleta do cunhado, como narraram os familiares, terminou em tragédia para o adolescente Alex de Andrade Soares, de 13 anos. O menino que morreu depois de bater a motocicleta em um caminhão na noite de ontem, era acostumado a pilotar, mesmo tendo cinco anos a menos da idade permitida para conduzir veículo.

Durante o velório do garoto, familiares admitiram ao Campo Grande News que o adolescente andava de moto, mas nem sempre. “Ele pegava sim, mas era só de vez em quando”, diz o irmão da vítima, Max Willian Soares Paes, de 21 anos.

Sobre a noite de ontem, ele conta que as coisas foram um pouco diferentes do habitual. Max pegou a motocicleta do cunhado, mas não chegou a pedir. “Mesmo se o Alex tivesse pedido, ele não teria dado porque já era tarde”, completa.

Questionado sobre como o garoto, com idade bem inferior ao permitido por lei para conduzir carro ou motocicleta, sabia pilotar, o irmão assume o que a família não gostaria de ter feito.

“Essa molecada aprende sozinha, mas a gente ensina também”, conta.

Alex pilotava uma moto Honda Fan pela rua Cachoeira do Campo e no cruzamento com a Alvilândia, no bairro Parque Lagoa, acertou a lateral de um caminhão frigorífico, conduzido por Hélio Pinheiro Rios, de 39 anos.

Devido ao impacto, o garoto morreu no local do acidente. Na garupa estava outro garoto, Leonardo Machado Araújo, de 15 anos, que teve uma fratura no braço direito e aguarda vaga para o CTI (Centro de Terapia Intensiva) da Santa Casa.

No momento do acidente, um amigo da família passava pelo local reconheceu a motocicleta e viu que Alex era um dos envolvidos no acidente. O jovem foi até a casa de Alex, pegou a mãe e o levou até a batida, mas como o adolescente estava muito ferido, a mãe não ia conseguir ver a cena. Então o rapaz voltou à casa, deixou a mulher e pegou o padrasto de Alex.

Rua em que acidente aconteceu não tem sinalização nas ruas nem em placas indicando o Pare. (Foto: Simão Nogueira)Rua em que acidente aconteceu não tem sinalização nas ruas nem em placas indicando o Pare. (Foto: Simão Nogueira)

Na tarde de hoje, enquanto o corpo do adolescente era velado, a sobrinha da madrasta de Alex, Cristina Mourão, de 35 anos, relatou que no final de semana Alex havia comentado sobre a “baixa” velocidade em que o pai pilotava a moto.

“Ele falou para o pai que ele era medroso e que andava muito devagar. Ainda disse que ele tinha andar, colocar 100 120 quilômetros por hora. Mas o pai respondeu que era muito perigoso”, conta.

O menino estudava no colégio Wilson Taveira Rosalino, no bairro Aero Rancho e a morte trágica comoveu professores e colegas de classe. Entre os amigos a lembrança de um companheiro e também os comentários de que ele sempre pilotava motocicleta.

Do ponto de vista judicial, a delegada da Deaij (Delegacia Especializada no Atendimento à Infância e Juventude) Maria de Lourdes Cano, relata o que vê no dia-a-dia, a maioria dos acidentes ou apreensões de menores com veículos nunca é pela primeira vez.

“Em 90% dos casos de adolescentes pilotando ou dirigindo os pais sabiam sim. Eles que entregam o veículo. E se esse menino pegou escondido, onde estava essa chave? E como que ele aprendeu a pilotar”, questiona a delegada.

Diariamente entre cinco e seis adolescentes são apreendidos por conduzir veículos sem habilitação.

“Mesmo que eles aleguem que pegaram escondidos, o pai é responsabilizado sim, por permitir ou facilitar que menores conduzam veículos automotores”, afirma.

Na esquina em que tudo aconteceu o Campo Grande News pode observar de perto, o que já havia sido levantado pelo irmão da vítima, a falta de sinalização no cruzamento. Não há sinalização horizontal, nem vertical e segundo moradores o local também não é iluminado.

“Eu venho embalado e morro de medo de um carro passar e não ver”, diz o funcionário de uma funilaria William de Souza, 34 anos.

“Isso aqui é um breu danado, quem sobe pela Cachoeira do Campo até consegue enxergar pelo farol, mas quem vem descendo não enxerga nada”, completa.

No bairro, a vizinha Adriana Vaz, de 28 anos, relembra hoje o drama que a família viveu ontem. “Eu não vi ele com a motocicleta, quando eu cheguei a moto estava lá fora e estava tudo fechado, eu entrei para casa, só depois que eu ouvi a movimentação e já era do acidente”, relata.

Quanto à sinalização que cabe à secretaria de Obras que está com projeto em andamento no bairro, o secretário João Antônio de Marco afirmou que ainda vai sinalizar e que a obra está no acabamento final.

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Alex que esteja em paz que quando for minha vez te encontro por ai!!!
E quarde um bom lugar para mim te amo bjos de sua prima alexsandra!!!
Eu lembro que vc gosta muito da musica Carro de Malandro!!!
 
alexsandra laurielly em 09/12/2011 04:15:54
Aléx Andrade esteja em paz meu amor, saudades é tudo o que resta agora!
tteamo mt
 
talissa alves nepomuceno em 12/09/2011 04:47:50
na maioria dos acidentes, a podulação reclama da falta de iluminação e sinalização, mas como fica as aulas de direção defenciva feitas nos CFC, é só utilizada na hota do exame para passar e ter a CNH em mãos para dizer que esta abilitado. e esse adolecente que quando era insentivado a pilotar sem uma instrução adequada tudo era bonito, depois da tragédia ninguem emprestou a moto. agora não adianta chorar e sim colocar a mão na conciência e ver o erro de querer antecipar os encinamentor, passando por cima da lei de transito.
 
claudio cunha em 07/09/2011 06:33:48
A verdade é sempre a mesma, certo ou errado sempre quem morre é o motoqueiro. Aqui em Campo Grande o abuso da velocidade por parte dos tais , é alarmante.
Campo Grande não tem todas as ruas sinalizadas , é uma cidade em crescimento, de tamanho grande e relativamente nova.Não se trata de uma cidade planejada, com pista de corrida para motoqueiros, vias de pedestres em todas as ruas , faixa somente para ônibus, viadutos para evitar cruzamentos,etc.Não somos, ainda ,país de 1º mundo. Então, precisamos respeitar melhor as leis , sinalizações, velocidade permitida para perímetros urbanos , etc, caso contrario , continuaremos com mais vítimas diárias.
 
lyka rodrigues em 07/09/2011 04:37:37
-Olha pessoal esse menino morreu porque nao teve educação, como todos os jovens de hoje em dia.Os pais deixam correr frouxo tudo, tambem nao estão nem ai deixa eles fazerem o que querem e isso é consequencia.
-Um exemplo é o funk, tem coisa mais nojenta que issso? somente os politicos porcos.
ISSO É O BRASIL
 
Wilson Marques em 07/09/2011 03:41:34
Uma tragédia lamentavel que poderia ser evitada com controle maior e presença dos pais, não é dificil encontrar pais em Campo Grande que compram veículos para seus filhos sem eles terem ao menos chegado aos quinze anos de idade, ou mesmo passarem a direção do veículo a seus filhos, um exemplo e denúncia que faço é na rua Kama Nakazato no bairro Itamaracá, existe uma familia que passa a direção do seu "uno" de cor preta para o filho que aparenta ter no máximo doze anos, que constantemente dirigi levando os pais para diversos locais.
 
Silvio Sousa em 07/09/2011 02:13:23
DESCUPEM MAS A CULPA É TODA DA FAMÍLIA, POIS NÃO VEM DIZER QUE NÃO SABEM QUE MENOR DE IDADE NAO PODE DIRIGIR NEM PILOTAR!! AGORA É CHORAR E SE ARREPENDER PRO RESTO DA VIDA!! AO INVES DE REMEDIAR, O QUE É MAIS REVOLTANTE MESMO COM TUDO ISSO AINDA SIM MUITOS OUTROS JOVENS IRAO MORRER POR CONTA DA EDUCAÇÃO DE CASA QUE NÃO CONSEGUE MAIS PASSAR OS VALORES MORAIS DA FAMILIA!!
 
CARLOS DAMASCENO em 06/09/2011 07:00:14
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