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Capital

Feminicídio é descartado como causa de morte de mulher achada na rua

Mesmo assim, marido de vítima será investigado por lesão corporal, segundo delegada da DEAM

Por Liniker Ribeiro | 17/03/2021 18:29
Corpo da vítima ao lado de policiais em calçada no Jardim Los Angeles (Foto: Direto das Ruas)
Corpo da vítima ao lado de policiais em calçada no Jardim Los Angeles (Foto: Direto das Ruas)

As primeiras análises periciais indicam que as agressões sofridas por Leonida Freitas, de 47 anos, não resultaram em sua morte, na manhã desta quarta-feira (17). Com isso, a Polícia Civil de Campo Grande descartou o crime de feminicídio. Porém, o marido da vítima, Sebastião Rodrigues de Freitas, de 71 anos, suspeito de ter agredido a mulher, no último domingo (14), será investigado por lesão corporal.

Mesmo assim, a morte de Leonida, registrada na Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitária) Cepol como morte a esclarecer, segue sendo investigada.

Conforme esclareceu a delegada Maira Pacheco Machado, da DEAM (Delegacia Especializada em Atendimento à Mulher), o médico legista responsável pela perícia confirmou que a causa da morte não teria sido provocada pelas lesões sofridas no fim de semana. O laudo oficial ainda será confeccionado, mas a suspeita é de que a causa tenha sido por embolia pulmonar.

As investigações da morte de Leonida ficarão a cargo da delegacia da área. Já as lesões sofridas pela vítima, tendo o marido como principal suspeito, serão investigadas por equipe da DEAM.

Ainda segundo a delegada, até o momento, nenhum familiar da vítima compareceu a especializada para mais informações, porém, após registro de boletim de ocorrência por lesão corporal, pessoas próximas a Leonida serão intimadas a prestar depoimento.

Caso - Nesta manhã, Leonida passou mal, foi para a rua pedir socorro, caiu e morreu. O caso aconteceu na rua Dom Fernandes Sardinha, no Jardim Los Angeles, em Campo Grande. Segundo a família da vítima, o "mal súbito" aconteceu dias após ela ser espancada a vassouradas pelo marido.

Como havia suspeita de feminicídio, a Polícia Militar, a primeira a chegar no local, cogitou a levar o caso para a Deam, mas como não havia testemunhas sobre a agressão informada pela família de Leonida, a equipe policial foi orientada a registrar o caso como morte a esclarecer na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário do Cepol.

O Corpo foi levado para o Imol (Instituto de Medicina e Odontologia Legal) para exame necroscópico. Se o exame confirmar que a morte foi causada por agressões, o marido passará a ser investigado pela delegacia da mulher.

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