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Campo Grande, Quarta-feira, 13 de Dezembro de 2017

20/10/2015 09:13

Fenaban chama bancários para negociar e sindicalista acredita em acordo

Flávia Lima
Agências na Capital e interior estão 100% fechadas. (Foto:Arquivo/Fernando Antunes) Agências na Capital e interior estão 100% fechadas. (Foto:Arquivo/Fernando Antunes)

Após 13 dias da greve dos bancários, a Fenaban (Federação Nacional dos Bancos) chamou a categoria para discutir uma nova contraproposta nesta terça-feira (20). A reunião com o Comando Nacional dos Bancários acontecerá a partir das 16 horas (horário de Brasília), em São Paulo.

 O presidente do Sindicato dos Bancários de Campo Grande e região, Edivaldo Barros, acredita na possibilidade de um acordo, já que a iniciativa partiu da Fenaban. "Não iriam nos chamar se fosse para apresentar a mesma proposta ou algo abaixo do que esperamos", diz.

A categoria pede 16% de reajuste,mas na primeira tentativa de acordo a Fenaban ofereceu 5,5%. 

Com base nas campanhas passadas, Edivaldo acredita que as negociações devem levar mais de um dia. Na greve de 2014 foram necessárias cinco rodadas de negociação para chegar a um acordo.

Nesta segunda (19), 12.496 agências e 40 centros administrativos paralisaram suas atividades nos 26 estados e no Distrito Federal. Em Campo Grande e nos municípios que compõem a base, são 143 agências fechadas de um total de 170.

Roberto von der Osten, presidente da Contraf-CUT e um dos coordenadores do Comando Nacional dos Bancários, também disse ter ficado surpreso com o pedido de reunião. "Nossa expectativa é que eles saiam daquela linha de um reajuste muito abaixo da inflação com abono, pois sabemos que é prejudicial para a carreira dos bancários. Nós queremos a reposição da inflação, mais ganhos real", completou.

Apesar do convite para discuti uma nova proposta, Edivaldo Barros diz que é importante manter a mobilização para levar mais força à mesa de negociação

Roberto  Osten também tem o mesmo pensamento. "Nós temos que continuar mobilizados, determinados, com unidade, para mostrarmos que a gente continua indignado e que quer, com a força da greve, dobrar a intransigência deles. Além da reposição da inflação e do ganho real, queremos reposição de emprego, segurança para trabalhar nos locais de trabalho, com saúde, igualdade de oportunidade. Principalmente, nós queremos que acabem com as demissões, a rotatividade e que os trabalhadores não continuem adoecendo por serem submetidos ao assédio moral para cumprir metas inatingíveis", reforçou.

 



Querem 16% de aumento...kkkkk, tem gente muito mais estressada que bancário (professor da rede publica por exemplo) que trabalha o dia todo em más condições e não ganha o que um bancário, que muitas vezes nem tem nível superior, ganha pra trabalhar bem menos e em uma sala com ar condicionado.... e muito menos auxílio creche, sr. juka
 
Jorge em 20/10/2015 11:01:07
Os bancários, principalmente dos bancos públicos são os mais explorados do sistema financeiro pois tem que vender produtos ruins aos clientes, atender no menor tempo possível dentro dos 15 minutos, fazer trabalho de 2, 3 pessoas, não ganham comissões sobre suas vendas, têm que cumprir metas abusivas, estão estressados e doentes, são xingados pelos clientes que passam horas esperando para serem atendidos, geram lucros bilionários todos os anos, recebem uma PLR pífia e na hora de pleitear um aumento de 16% são afrontados com meros 5%. Têm a sensação de trabalhar para um patrão FDP que não gosta deles, e quanto maior o lucro pior vai ficando a situação para eles, só pra exemplificar o auxílio creche é de meio salário mínimo, ache uma creche por esse valor.
 
jukahballakid em 20/10/2015 09:45:32
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