Filho que matou o pai com tiros na cabeça é preso 4 dias após crime
A morte ocorreu no Nova Lima; o autor ficou foragido, se apresentou dias depois e foi preso por ordem judicial
Quatro dias após matar o próprio pai com cinco tiros na cabeça, Adriano do Couto Marques, de 40 anos, foi preso na tarde desta quarta-feira (21), em Campo Grande. O crime ocorreu no último domingo (18), no Bairro Nova Lima, durante uma discussão familiar que terminou em execução dentro da casa da vítima.
RESUMO
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Adriano do Couto Marques, de 40 anos, foi preso em Campo Grande quatro dias após assassinar o próprio pai, Romário Paes Cardoso, com cinco tiros na cabeça. O crime ocorreu no Bairro Nova Lima, durante uma discussão familiar iniciada por causa de uma bola de futebol que caiu no terreno da vítima. Pai e filho moravam em casas diferentes no mesmo terreno e mantinham relacionamento conflituoso. Após o crime, Adriano fugiu com a arma e se escondeu na casa de familiares da esposa. Ele foi indiciado por homicídio qualificado por motivo fútil e posse ilegal de arma de fogo.
Após o homicídio, Adriano fugiu levando a arma de fogo utilizada no crime e passou a se esconder na casa de familiares da esposa. Durante esse período, a tensão entre as famílias aumentou. Conforme apurado ao longo da investigação, parentes da vítima chegaram a rondar o imóvel onde o suspeito estava abrigado, o que levantou preocupação quanto à possibilidade de novos episódios de violência.
Somente dois dias após o crime, já fora do período de flagrante, Adriano se apresentou espontaneamente à delegacia, na terça-feira (20). Ele foi interrogado e entregou a arma usada no homicídio, mas acabou liberado naquele momento, já que a Polícia Civil ainda aguardava decisão judicial sobre o pedido de prisão preventiva.
Com a autorização da Justiça, Adriano foi localizado e preso nesta quarta-feira. Ele foi indiciado por homicídio qualificado por motivo fútil e também por posse ilegal de arma de fogo de uso permitido, permanecendo à disposição da Justiça.
Pai e filho moravam em casas diferentes, mas no mesmo terreno, e mantinham uma convivência marcada por conflitos frequentes. No dia do crime, a discussão teria começado após uma bola de futebol cair no terreno da vítima e evoluiu para uma confusão envolvendo outros familiares.
Testemunhas relataram que Romário Paes Cardoso tentou intervir ao perceber o desentendimento entre o filho e a madrasta. Durante a briga, Adriano sacou a arma e atirou contra o pai.
De acordo com o delegado Felipe Rossato, mesmo após o primeiro disparo, o filho voltou e efetuou novos tiros enquanto a vítima ainda agonizava. Romário morreu no local, antes da chegada do socorro. Crianças que estavam no imóvel presenciaram a cena.
Após os disparos, Adriano deixou o local em uma motocicleta e chegou a cumprimentar vizinhos durante a fuga. A esposa dele também saiu do imóvel em um carro, mas retornou minutos depois e foi ouvida, assim como outra mulher que estava no local.
Relembre
Romário Paes Cardoso, de 70 anos, já havia sido acusado de homicídio em 2015. À época, ele matou o namorado da ex-esposa, Natal Machado da Silva, de 29 anos, também no Bairro Nova Lima. O crime foi motivado pela não aceitação do fim do relacionamento. Registros policiais apontam ainda que Romário foi citado em uma ocorrência envolvendo drogas em 2012 e possuía uma arma de fogo em casa.
O caso segue sob investigação para esclarecer todas as circunstâncias do homicídio.
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