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Campo Grande, Sábado, 21 de Setembro de 2019

12/09/2019 17:10

Fora de lista de racionamento, Vila Planalto também enfrenta falta de água

Problema no bairro se estende por mais de três dias, segundo moradores; no Caiobá, água começa a faltar a tarde

Humberto Marques e Liniker Ribeiro
Paiva afirma que falta de água se estendeu desde o início da semana e atrasou obra. (Foto: Kísie Ainoã)Paiva afirma que falta de água se estendeu desde o início da semana e atrasou obra. (Foto: Kísie Ainoã)

Moradores de Campo Grande têm convivido nos últimos dias com o desabastecimento de água por horas ou até dias, resultado das altas temperaturas e do longo período de estiagem, que colocou mais de 40 bairros sob monitoramento da Águas Guariroba –concessionária dos serviços de água e esgoto na Capital. Os relatos sobre falta d’água se aproximam de três dias consecutivos e em diferentes horários, motivado pelo aumento do consumo durante a onda de calor dos últimos dias, estendendo-se a regiões até então fora da lupa da empresa.

Na Vila Planalto, localizada no Centro da cidade e fora da lista preliminar de bairros sob atenção, a rotina de moradores, comerciantes e trabalhadores de diferentes localidades foi alterada nos últimos dias. O construtor Doriedson Paiva, 49, é um deles. À frente de uma reforma na Rua José Bonifácio, ele teve de atrasar a entrega da obra e dispensar um funcionário diante da impossibilidade de trabalhar.

“A previsão era de entregar amanhã, mas ficamos pelo menos dois dias e meio sem água. Precisei dispensar o funcionário, atrasou a obra, vão ser mais dois dias para concluir”, afirmou. Segundo ele, a falta d’água começou na tarde de segunda-feira (9), arratando-se pela terça (10) e quarta-feira (11). “Hoje que começou a normalizar”, prosseguiu.

Na Rua Silvio de Andrade, o autônomo Roberto Matos, 46, contou que houve falta de água em pelo menos dois dias. “No meu vizinho acabou por completo. Só não faltou aqui porque tenho duas caixas da água”, destacou, comemorando o fato de o abastecimento ter sido restabelecido nesta quinta. “Se não fosse isso ia ficar prejudicado, porque (a água reservada) estava chegando ao fim”.

Duas realidades – O comerciante José Carlos, 55, disse ter sentido a falta de água no início da Rua Antônio Maria Coelho em metade de um dia. “Durou umas quatro ou cinco horas e, por sorte, não afetou muito porque já era fim de tarde”, destacou, comemorando o fato de não ter enfrentado muitos problemas.

Pro outro lado, no Caiobá –sul de Campo Grande–, a babá Jennifer da Silva, 21, conta que a falta de água tem sido constante ao longo desta semana, causando prejuízos à sua família. “Minha mãe tem uma lanchonete que abre no fim do dia, e fica bastante complicado porque tem de lavar as coisas toda a hora”, disse.

A moradora do Caiobá afirma que o problema se estende ao longo de um mês. “Normalmente acaba a água por volta das 5 da tarde e só volta no outro dia de manhã. Às vezes fica sem água até as 9h, é complicado”.

A Águas Guariroba afirma que mantem monitoramento quanto a possibilidade de faltar água em 43 bairros: Alves Pereira, Piratininga, parte do Aero Rancho, Columbia, Anache, Jd. Presidente, Indubrasil, Santa Emília, Portal Caiobá, Tijuca I e II, Centenário, Moreninhas, Giocondo Orsi, Progresso, Mansur, Tiradentes, Flamboyant, Margarida, Estrela do Sul, Otávio Pécora, Coophasul, Laranjeiras, Coophatrabalho, Talismã, Seminário, Norte Parque, Carajás, Santa Luzia, Pioneiros, Campina Verde, Itamaracá, Bálsamo, Marajoara, Los Angeles, Dom Antônio Barbosa, Amambai, Taveirópolis, Coophamat, Aquarius, Rita Vieira, Paulo Coelho e Bela Laguna.

A concessionária reforça que, só nos primeiros dias de setembro, o consumo de água na Capital supera em 20 milhões de litros por dia o registrado no mesmo período de 2018. A falta de chuvas e as altas temperaturas –decorrentes da onda de calor que o Instituto Nacional de Meteorologia identificou atingir o Estado ao longo dos últimos dias– colaboram com a redução dos níveis dos reservatórios, que estão sob monitoramento constante.

A Águas Guariroba informou, ainda, que também realiza monitoramentos in loco em bairros que não estão na lista de atenção preliminar, a fim de identificar problemas pontuais na rede. A empresa tem apelado à população para que realize o consumo consciente, apenas em atividades consideradas essenciais em meio a um dos piores períodos de estiagem dos últimos anos.



Águas cadê o plano de emergência, depois falam que o privado é melhor olha o exemplo na nossa capital, taxa fixa, maiores tarifas do Brasil.
 
JULIANO ALMEIDA em 12/09/2019 17:31:03
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