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Capital

Fornecedor é preso suspeito de extorquir dono de madeireira na Capital

Segundo a vítima, o empresário cobrava uma dívida já quitada e exigia juros de 10%

Por Clara Farias | 16/07/2026 15:59
Fornecedor é preso suspeito de extorquir dono de madeireira na Capital
Tabuas de madeira em empresa (Foto: Reprodução)

O empresário e fornecedor de madeira pinus, Hermes Godoi Pinto, de 72 anos, foi preso em flagrante na tarde de terça-feira (15), em Campo Grande, suspeito de extorquir o proprietário de uma madeireira durante uma cobrança de dívida. A prisão foi realizada por equipes do GOI (Grupo de Operações e Investigações), com apoio da Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) Centro, após monitoramento nas proximidades do estabelecimento.

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Empresário de 72 anos foi preso em flagrante em Campo Grande suspeito de extorquir o dono de uma madeireira durante cobrança de dívida. Hermes Godoi Pinto teria cobrado juros de 10% ao mês sobre uma dívida já quitada, instalado máquina de cartões no estabelecimento e ameaçado a vítima. Pelo menos R$ 91 mil foram controlados pelo suspeito. A prisão foi realizada pelo GOI com apoio da Depac Centro após monitoramento do local.

Segundo a Polícia Civil, a investigação começou depois que o dono da madeireira procurou a delegacia afirmando que vinha sofrendo ameaças e cobranças consideradas ilegais desde uma negociação para compra de madeira do tipo pinus.

Conforme o boletim de ocorrência, o empresário comprou R$ 200 mil em madeira de Hermes, pagou metade do valor à vista e entregou um cheque de R$ 100 mil para quitar o restante de forma parcelada. A vítima afirma que posteriormente quitou toda a dívida, mas o fornecedor passou a cobrar juros de 10% ao mês, alegando que o débito continuava em aberto e chegaria a ultrapassar R$ 500 mil.

Ainda de acordo com o registro policial, Hermes teria ameaçado a vítima ao dizer que, caso ela não aceitasse "o sistema" imposto por ele, "iria passear com um terceiro dentro do carro", frase interpretada pelo empresário como uma ameaça.

O comerciante também relatou que o suspeito instalou uma máquina de cartões na madeireira para que parte dos pagamentos dos clientes fosse direcionada diretamente para sua conta. Conforme o boletim, pelo menos R$ 91.560,95 passaram a ser controlados dessa forma, incluindo valores pagos em dinheiro, cartão, carteira digital e transferência bancária.

A vítima afirmou ainda que Hermes permanecia diariamente na empresa para acompanhar as vendas e pressionava pela assinatura de uma procuração que lhe daria amplos poderes sobre a administração da madeireira. Segundo o relato, o suspeito dizia que comandava o estabelecimento e que as mercadorias e maquinários seriam de sua propriedade em razão da suposta dívida.

Após o registro da ocorrência, investigadores do GOI passaram a acompanhar a rotina do suspeito. Na terça-feira, receberam a informação de que ele iria novamente à madeireira para dar continuidade às cobranças. As equipes montaram uma vigilância e realizaram a abordagem quando Hermes chegou ao local.

Segundo a Polícia Civil, o suspeito resistiu inicialmente às ordens dos policiais, sendo necessário o uso de algemas durante a abordagem. Depois de contido, ele foi encaminhado à Depac Centro.

Durante a ocorrência, a vítima entregou documentos, comprovantes de pagamentos e a máquina de cartões que, segundo a investigação, era utilizada para receber valores da empresa.

O caso segue sob investigação da Polícia Civil para apurar a prática do crime de extorsão e demais possíveis delitos relacionados à negociação comercial.

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