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Campo Grande, Domingo, 17 de Dezembro de 2017

05/08/2016 12:33

Funcionários retiram formigueiro de creche e diretora reclama de picuinha

Creche localizada no Aero Rancho está sob suspeita, mas ninguém fala nada por lá

Chloé Pinheiro
Ceinf do Santa Edwirges acumula denúncias não investigadas de até dois anos atrás. (Foto: Chloé Pinheiro) Ceinf do Santa Edwirges acumula denúncias não investigadas de até dois anos atrás. (Foto: Chloé Pinheiro)

Logo ao chegar no Ceinf (Centro de Educação Infantil) Santa Edwirges, no Aero Rancho, acusado recentemente de maus tratos e coação de funcionários, a reportagem encontrou uma mãe que buscava o filho em seu primeiro dia de aula. “Mas eu conheço o Ceinf há muitos anos e confio”, disse. O discurso positivo tem um motivo: a tia dela dá aula ali há vários anos.

Entrando pelos portões, o clima amistoso cessou. Um grupo de funcionários trabalhava no formigueiro enorme flagrado por um grupo de mães e duas funcionárias avisaram que ali estava proibido fazer fotos.

Também não está permitido falar com a imprensa, mas uma das colaboradoras informou que a diretora Rosa Helena, acusada de perseguir as recreadoras que denunciaram maus tratos, estava em reunião na Semed (Secretaria Municipal de Educação) e que as denúncias se tratavam de "picuinha". 

Trecho de denúncia que conta sobre professor investigado. Material foi escrito por mães insatisfeitas com a resposta da diretora sobre os casos. (Foto: Divulgação)Trecho de denúncia que conta sobre professor investigado. Material foi escrito por mães insatisfeitas com a resposta da diretora sobre os casos. (Foto: Divulgação)

Entenda o caso - Na quinta-feira (04) um grupo de mães e funcionárias do Ceinf Santa Edwirges esteve na Senalba (Sindicato dos Empregados em Entidades Culturais, Recreativas, de Assistência Social, de Orientação e Formação Profissional no Estado de Mato Grosso do Sul) para denunciar um longo histórico de maus tratos e descaso.

Segundo o grupo, além de desencorajar as denúncias, a direção do Ceinf foi negligente por diversas vezes. Em uma das páginas do dossiê entregue ao Ministério Público Federal e à própria Semed, uma denúncia da Associação de Pais e Mestres da creche relata o caso de um professor acusado de abuso sexual, que continuou trabalhando normalmente na instituição.

O dossiê elaborado por elas e pelo sindicato está nas mãos da Semed e do Ministério Público Federal, que ainda não se manifestaram sobre o assunto.



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