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Capital

Garrafa com água quente perto da cama e chá, vale tudo para encarar o frio

Nas ruas da Capital, trabalhadores enfrentaram temperatura de 5ºC e sensação perto do zero nesta manhã

Por Ana Paula Chuva e Cleber Gellio | 18/05/2022 08:45
Homem se protege do maior frio do ano com cobertor. (Foto: Marcos Maluf)
Homem se protege do maior frio do ano com cobertor. (Foto: Marcos Maluf)

Quem precisou sair às ruas de Campo Grande no início da manhã desta quarta-feira (18), teve que enfrentar a sensação térmica de 2°C. De sobreaviso, a maioria já sabia do frio intenso e se preparou para encarar essa que foi a madrugada mais fria do ano, até agora.

A promotora de vendas Sabrina Portilho, 28 anos, por exemplo, precisou “enfiar a mão no bolso” e comprar casacos, luvas e até touca para encarar a temperatura baixa às 5h50. Ela mora no Itamaracá e todos os dias pega sua motocicleta para ir ao trabalho no Centro.

Sabrina precisou mexer no orçamento para não passar frio. (Foto: Marcos Maluf)
Sabrina precisou mexer no orçamento para não passar frio. (Foto: Marcos Maluf)

“Tive que gastar dinheiro, né. O frio veio severo e eu não estava preparada, então, precisei comprar casaco, touca e luva para vir ao trabalho. Na madrugada, usei um improviso que uma amiga ensinou. Coloquei uma garrafa pet com água quente perto dos pés e deu certo, além, claro, da sopinha que sempre aquece”, disse Sabrina.

Para a vendedora de ervas, Maria Inês Lima Fernandes, 54 anos, o frio foi um ótimo impulso, já que o consumo de chá aumenta bastante nessa época do ano e, com isso, as vendas também.

“Eu tomo bastante chá. As pessoas gostam no calor, mas no frio, as vendas aumentam mais. São ervas naturais, o pessoal vem procurar bastante. Eu tomo muito de camomila, melissa que tem um aroma muito gostoso. Além, claro, de me manter bem agasalhada”, afirmou Maria.

Maria enfrentou o frio para garantir o cházinho dos clientes. (Foto: Cleber Gellio)
Maria enfrentou o frio para garantir o cházinho dos clientes. (Foto: Cleber Gellio)

Vendedora ambulante, Letícia Menino Queiroz, 34 anos, também viu as vendas saltarem nesta manhã. Antes das 8h, o pão de queijo já havia acabado e quase dois litros de café já haviam sido vendidos.

“O frio sempre aumenta as vendas. Acordo às 5h para vir para o Centro e quando vi a temperatura, já preparei duas garrafas de café a mais, porque sabia que a procura ia ser maior. Em dias normais, vendo menos da metade do café de hoje”, contou a vendedora.

Clientes na barraquinha da Letícia nesta manhã fria. (Foto: Cleber Gellio)
Clientes na barraquinha da Letícia nesta manhã fria. (Foto: Cleber Gellio)

Campo Grande, segundo o meteorologista Natálio Abrahão, amanheceu com os termômetros marcando 5ºC, mas a sensação térmica era de 2ºC. Essa foi a madrugada mais fria do ano até o momento, com a temperatura em 4,8°C.

A Capital, assim como os outros 78 municípios do Estado, está sob alerta para onda de frio. De acordo com o Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia), as temperaturas devem se manter abaixo dos 5ºC até o final da noite de hoje.

Pessoas em situação de rua dormindo nesta manhã gelada. (Foto: Marcos Maluf)
Pessoas em situação de rua dormindo nesta manhã gelada. (Foto: Marcos Maluf)


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