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Campo Grande, Sexta-feira, 15 de Dezembro de 2017

28/09/2011 12:28

Greve nos bancos prejudica desde simples serviços até grandes transações

Paula Vitorino

Caixa eletrônico resolve para alguns clientes, mas outros precisam do atendimento interno, com urgência

Segundo dia de greve nos bancos prejudica atendimentos. (Foto: Simão Nogueira)Segundo dia de greve nos bancos prejudica atendimentos. (Foto: Simão Nogueira)

Para quem precisa utilizar algum dos serviços bancários nesta quarta-feira (28) a greve, apesar de estar no segundo dia, parece já durar uma eternidade. Desde serviços simples, como a retirada de um cartão, até transferências com alto valor e de caráter emergencial, exigem uma verdadeira peregrinação, que ainda corre o risco de terminar sem solução.

Segundo boletim do Sindicato dos Bancários de Campo Grande, das 90 agências bancárias da capital, 69 fecharam as portas ontem e devem permanecer sem atendimento ao público hoje.

Os bancários reivindicam 12,8% de reajuste salarial, sendo que em contrapartida a Fenaban ofereceu 8% de aumento. A greve segue sem data para terminar.

O cliente do Banco do Brasil há mais de 30 anos, Leonardo, de 64 anos, saiu aborrecido nesta manhã da agência na rua 13 de Maio. Ele precisa transferir a quantia de R$ 70 mil para a conta do filho, na Caixa Econômica Federal, até o meio-dia de hoje.

“É questão judicial, preciso transferir essa quantia hoje e agora não consigo. O que vou fazer? É um absurdo isso. Se tem greve, pelo menos um caixa do banco teria que estar funcionando, nem a fila fosse enorme”, reclama.

A transferência de alto valor só ser feita na boca do caixa. Na agência, ele foi orientado por uma das funcionárias a procurar o gerente de sua conta para tentar uma solução. Essa é a recomendação para casos como o de Leonardo, quando o serviço não pode ser realizado nos caixas eletrônicos.

A reportagem apurou que o atendimento está sendo feito normalmente em algumas agências, como a do BB na rua Maracaju, mas o funcionamento nos poucos pontos de atendimento fica sobrecarregado, devido ao volume de clientes. Por isso, muitas agências optam por não abrir com o atendimento parcial.

No caso da auxiliar de serviços gerais, Claudia dos Santos, de 34 anos, o valor a ser sacado é pequeno, R$ 400, mas o transtorno é igual. “O que é R$ 400 pra um banco desse tamanho. Agora eu vou ter que esperar a greve ou ir até São Paulo pegar outro cartão, daqui 20 dias”, lamenta.

O dinheiro é do acerto de contas do antigo serviço. Ela não consegue sacar o valor no caixa eletrônico porque a filha bebê mordeu o cartão e agora só consegue ter acesso ao dinheiro na boca do caixa ou com a segunda via do cartão. O problema é que a via demora 20 dias e tem que ser retirado em SP, porque sua conta de origem é na Capital paulista.

Já para quem não tem urgência em algum serviço bancário, o atendimento nos caixas eletrônicos faz com que a greve não prejudique o dia a dia. A aposentada Eliete Francisca de Oliveira, de 60 anos, diz que “só se demorar muito é que vai prejudicar”.

Por enquanto ela consegue sacar a aposentadoria e pagar as contas pelo caixa eletrônico. No entanto, ela já vê reflexos da greve entre pessoas próximas. A filha não consegue pegar a 2ª via do cartão, que precisa ser retirada na agência.

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Greve não é a solução. Se não está bom, pede demissão e vai procurar outro. Querem ficar na mamata e quando acham que não estão "ganhando o suficiente", começam greve.
 
Mario de Arruda em 29/09/2011 12:51:30
A greve é um direito, mais do que isso é uma forma de fazer com os patrões e os acionistas, atenda as reinvindicaões, pois para quem não sabe, os bancários começaram as negociações do acordo de trabalho no inicio de Agosto e só foi deflagrado a GREVE após o posicionamento final do Bancos e principalmente pelas constantes ameaças.
 
Alexandre Carlos em 29/09/2011 11:01:43
Acho engraçado isso. Os bancários falam que os lucros dos bancos sempre aumentam, e ficam todo ano com essa choradeira de greve, bla bla bla....... mas eles não se tocam que são FUNCIONARIOS, e não socios??? ou você acha que se tiver alguma crise nos bancos, eles vão meter a mão no bolso para ajudar seus patroes???


Reclamam de barriga cheia. "trabalham" 30 horas por semana e ganham muito bem.
 
Paulo Henrique de Souza em 28/09/2011 03:15:27
Os bancários estão chorando de barriga cheia, essa não é a hora para fazer greve...
Tanto bancários como funcionários dos Correios estão se "queimando" com a população.
Negociar sem greve sempre foi o melhor caminho....
 
Ademir Rodrigues em 28/09/2011 01:55:02
Prejuízos maiores quem tem são os profissionais que trabalham na rede bancária. Os banqueiros todos os anos divulgam balanços com lucros cada vez maiores. Mas "os operários" responsáveis por esse lucro, nunca são valorizados. Enquanto a classe patronal não atender as reivindicações pleiteadas, não devem voltar ao trabalho. Nós, correntistas, e igualmente trabalhadores, saberemos entender.
 
Fernando Silva em 28/09/2011 01:38:29
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