Grupo interventor não fará aporte extra e manterá ônibus antigos em circulação
Equipe afirma que sistema seguirá operando com arrecadação atual; renovação da frota dependerá do diagnóstico
A intervenção no Consórcio Guaicurus não prevê, neste momento, novos recursos financeiros para o sistema de transporte coletivo de Campo Grande. A informação foi dada pelo interventor-geral e advogado, Alexandro de Oliveira, durante coletiva de imprensa realizada na tarde desta terça-feira (16), no Paço Municipal.
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A intervenção no Consórcio Guaicurus, em Campo Grande, não prevê novos recursos financeiros imediatos. O interventor Alexandro de Oliveira informou que a operação seguirá com base na arrecadação e pagamentos contratuais existentes. A equipe interventora assumiu a gestão das empresas do consórcio, com acesso total aos dados operacionais e financeiros. Ônibus acima do limite de idade continuarão circulando durante o processo.
Segundo ele, a operação financeira continuará funcionando da mesma forma que vinha ocorrendo antes da intervenção, com base na arrecadação do sistema e nos pagamentos já previstos contratualmente.
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"A parte financeira a empresa continua rodando com a arrecadação e com os pagamentos, como se fosse a forma como ela vinha rodando. Na verdade, de acordo com o contrato os investimentos eles são devidos, em princípio, pelas próprias empresas que estão explorando os serviços. Então, durante esse período, os investimentos continuam sendo o planejado pela empresa", afirmou.
Alexandro acrescentou que a necessidade de novos aportes só poderá ser avaliada após a conclusão do diagnóstico que será realizado pela equipe interventora. "Talvez, eventualmente, ao final, a gente chegue a um diagnóstico de uma eventual necessidade de maiores investimentos no sistema, e aí a gente vai trabalhar com o Executivo para decisão a esse respeito", completou.
Durante a coletiva, a prefeita Adriane Lopes (PP) e o interventor detalharam que a equipe nomeada para conduzir a intervenção, publicada no Diogrande (Diário Oficial de Campo Grande) desta terça-feira, assumiu integralmente a gestão das empresas que compõem o Consórcio Guaicurus.

A comissão terá acesso irrestrito aos dados operacionais, administrativos e financeiros do grupo e ficará responsável pela administração do sistema, incluindo pagamentos de funcionários, manutenção da frota e demais atividades necessárias para a continuidade do serviço.
A administração municipal espera colaboração do consórcio no fornecimento das informações necessárias para acelerar a apuração das condições operacionais e financeiras do transporte coletivo. Conforme a equipe interventora, a mudança afeta apenas a gestão das empresas, sem impacto imediato para trabalhadores ou usuários.
Questionado sobre a possibilidade de retirada dos ônibus com idade acima do limite contratual, Alexandro afirmou que os veículos continuarão circulando durante a intervenção.
"Infelizmente não, nós ainda precisamos desses ônibus, apesar de estarem com idade média acima do previsto do contrato. Esses ônibus, na verdade, são parte do problema hoje, que estão levando a essa intervenção e são um reflexo muito claro da ausência de investimentos e descumprimento do contrato", disse.
O interventor avaliou que a renovação da frota deverá integrar a solução para os problemas identificados, mas destacou que a medida depende da conclusão das etapas legais de apuração. "Acredito que a substituição seja parte da solução e uma parte que não tem como fugir", afirmou.
A prefeita reforçou que a intervenção não provocará interrupção do transporte coletivo nem demissões de funcionários do consórcio. Segundo ela, a escolha dos integrantes da equipe foi feita após análise de currículos e entrevistas com profissionais de diferentes regiões do país.
"Nós recepcionamos os currículos de vários técnicos e pessoas que tinham experiência no país. Diante da análise curricular, da entrevista pessoal, foi feita a escolha dos técnicos que estão aqui hoje nesse trabalho", declarou.
Adriane também classificou a intervenção como uma medida necessária, diante das reclamações acumuladas ao longo dos anos sobre a qualidade do transporte público na Capital, dos indicativos feitos pela CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) do Transporte Público, da recomendação do Poder Judiciário e da comissão feita pelo Executivo Municipal.
"A intervenção é sempre um momento, uma decisão muito difícil de ser tomada, mas uma decisão necessária diante dos anos em que a população cobra mudanças no transporte público de Campo Grande", afirmou.
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