Grupo vai escolher 5 áreas críticas para plano contra alagamentos e desastres
Com apoio do governo federal, prefeitura reuniu secretarias para levantar dados sobre pontos com risco urbano

Campo Grande começou a montar um diagnóstico para escolher cinco áreas prioritárias em um plano de redução de riscos urbanos. A medida envolve problemas como alagamentos, falhas de drenagem, ocupações em áreas frágeis, vulnerabilidade de bairros e impactos de eventos climáticos extremos.
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A reunião ocorreu nesta sexta-feira (29), na Compdec (Coordenadoria Municipal de Proteção e Defesa Civil), no Carandá Bosque, após convocação publicada em edição extra do Diogrande (Diário Oficial de Campo Grande). Representantes de mais de 10 secretarias municipais foram chamados para apresentar dados e integrar um comitê técnico.
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Segundo o coordenador da Defesa Civil de Campo Grande, Éneas de Carvalho Neto, o município foi credenciado pela primeira vez no programa do governo federal responsável pela elaboração do PMRR (Plano Municipal de Redução de Riscos).
“Campo Grande foi credenciada pela primeira vez no programa do governo federal, que é o Plano Municipal de Redução de Riscos. Foi formado um comitê. Esse comitê tem o objetivo de juntar todas as secretarias a fim de que nós possamos coletar dados para selecionar as cinco áreas que nós estaremos trabalhando”, afirmou.
A escolha dessas áreas deve começar já na próxima semana. De acordo com Éneas, uma equipe de Brasília virá a Campo Grande na segunda-feira (1º) para participar de reuniões técnicas e visitas nos pontos selecionados.
“Na segunda-feira, a equipe de Brasília estará aqui para fazer as visitas. Não só as reuniões técnicas, mas também as visitas in loco com cada região que foi selecionada e cada área que foi selecionada”, disse.
O coordenador explicou que a prefeitura precisa reunir informações de diferentes setores antes de definir as prioridades. Com isso, o município terá de cruzar dados sobre bairros, drenagem, áreas de ocupação, locais usados como abrigo em caso de desastre, obras de contenção e pontos já reconhecidos como vulneráveis.
“Falta transparência para poder agir, para trazer a solução”, afirmou Éneas, ao defender que os dados sejam compartilhados entre os órgãos municipais.
Durante a apresentação, uma das áreas citadas foi a Bacia do Ribeirão Botas, com impacto direto sobre a região central de Campo Grande. O material apresentado aponta que o corredor de escoamento desemboca na Avenida Rachid Neder, ponto conhecido por problemas durante chuvas fortes.

Entre os aspectos que serão levantados estão a delimitação da bacia hidrográfica, análise do sistema de drenagem, identificação de pontos de extravasamento, áreas críticas de inundação e histórico de ocorrências registradas pela Defesa Civil.
A apresentação também cita problemas como enxurradas, alagamentos, sobrecarga da drenagem urbana, impactos na região central e recorrência de enchentes em períodos de chuva intensa. A revisão de estruturas de contenção e drenagem aparece como uma das necessidades.
Éneas deu como exemplo a Região do Segredo, onde problemas de escoamento acabam refletindo em outros pontos da cidade.
“A região do Segredo, nós sabemos que tem um gargalo de problema que estoura, por exemplo, na Rachid Neder. Então, nós vamos trabalhar isso a fim de que possamos colocar para eles como que nós podemos reduzir essa situação”, explicou.
Outro ponto citado foi o Jardim Noroeste, onde há ocupação próxima à área do antigo aterro sanitário. Segundo o coordenador, a preocupação ali envolve principalmente incêndios em períodos de estiagem.
“Temos a situação, por exemplo, do Jardim Noroeste, que é uma situação muito delicada também, que é a do antigo aterro sanitário que existia lá. Há uma ocupação ali de grande proporção e, comumente, em época de estiagem, há incêndios dentro daquela região e isso pode comprometer a vida das pessoas”, disse.
O material apresentado também solicita informações e bases de dados do município, preferencialmente em formato georreferenciado e editável. A lista inclui a delimitação oficial de bairros, localização de comunidades urbanas, assentamentos precários, favelas e áreas de interesse social, identificação de grupos vulneráveis, equipamentos públicos, espaços para abrigamento e obras de contenção executadas, em andamento ou planejadas.
Também foram pedidas informações sobre áreas de risco geológico e hidrológico já mapeadas, além de registros de ocorrências no S2ID (Sistema Integrado de Informações sobre Desastres).

Segundo Éneas, o programa não envolve, neste momento, repasse direto de dinheiro ao município. O apoio será técnico, com a contratação da equipe responsável por elaborar o plano.
“Na verdade, é só habilitação. Essa empresa vai vir contratada pelo governo federal para poder elaborar o Plano Municipal de Redução de Riscos para Campo Grande totalmente de graça”, afirmou.
A convocação publicada no Diogrande tratou a reunião como extraordinária, imediata e inadiável. Com o diagnóstico, a prefeitura pretende definir onde estão os maiores riscos e quais intervenções precisam ser priorizadas.
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